18 julho 2011

Opiniões

"Temos amantes de música a sério, que estão dispostos a passar alguns sacrifícios para ver e ouvir os seus ídolos. Consegui provar, que era a grande dúvida, se este local era o ideal. Estou muito contente", afirmou Luís Montez. 
Montez considera que os acessos e o campismo devem ser melhorados, mas avisa que "o pó vai continuar nos próximos dez anos".

Estive no ultimo dia do Sbsr, no Meco.  Como muitos, atrevo-me a dizer, todos, não gostei das condições que o festival apresentou. O espaço era pequeno para tantos. O terreno, acidentado e arenoso, péssimo. O pó constante que dai resulta, igualmente. As casas de banho era poucas e de acesso estupidamente dificil e afastado do palco. O espaço de alimentação reduzido também. O preço da cerveja excessivo (agora é moda).
Os acessos, que devido a um jipe caido do céu, pude contornar, parece que são fantasticos tambem, assim como os chuveiros em falta e a area de limpeza de objectos no campismo diminuta.
Assim de repente, vem-me a memoria o primeiro festival a que fui, o Sudoeste em 98, organizado tambem por Montez. Desde esse ano o Sudoeste mudou muito e hoje é um festival a serio. Mas não parece ser devido a Montez...para ele, na tribuna vip o po chega menos e ao seu hotel então nem pensar...
Por mim, a não ser que o sr. consiga levantar o George e o John e trazer os Beatles um ano destes e posso afirmar que coloquei o meu x por cima dessa herdade no Meco. 
A musica era pois, neste festival, verdadeiramente a unica coisa boa. Só estive presente no último dia por isso perdi alguns dos mais badalados concertos do festival. Vi a começar a noite, Paus e achei muito bom. O projecto do ex-vocalista dos Vicious Five e do baterista dos Linda Martini com uma fantastica bateria siamesa é viciante em palco e fico a aguardar ansiosamente pelo prometido album para este ano.
Depois seguia-se algum vazio no cartaz, no que aos meus gostos diz respeito. Ainda assim vi o final de Slash, acompanhado de um vocalista, que pelo menos a mim, não deixa saudades. Da para esboçar um sorriso ao ver Slash, sempre iconico, a terminar com 'Paradise City' o show, mas não mais que isso.
Depois, a razão da viagem, os Strokes. 
Que, concedo tocaram pouco tempo. Cerca de 1h15. Não tocaram no entanto pouco. Foram 18 temas, sempre a rasgar (dois tempos mais calmos apenas com 'Is This It' e 'Under Control') , sempre bem tocados, com o famoso jogo de guitarras sempre em força, especialmente o virtuoso Albert Hammond Jr, em grande destaque.
Julian, consoante a perspectiva tem a sua pose cool/arrogante de sempre, mas até se dirige mais que o normal ao publico, bem disposto. Até uma rarissima jam se ouviu. 
Não fizeram encore? Sobre encores tenho uma perspectiva um  pouco diferente da maioria. Não me choca a escolha de uma banda que encara que os encores deverão ser excepções, premios ocasionais em situações de extrema união entre banda e publico. Recordo uma actução de dEUS, em que no Hard Club ja de luzes acesas e som ambiente a rolar, o barulho do publico obrigou a banda a voltar para uma versão acustica sem qualquer amplificação (parte do palco estava ja desligado...). Os outros encores, os ensaiados, posso passar sem eles. São quebras no meio de um set. E este set de 18 musicas para mim chegou bem. Via mais, claro. Mas vi uma serie de temas que fizeram dos Strokes a mais importante banda rock deste seculo para mim. E das 11 musicas que compoem 'Is This It ', por mim escolhido disco da década neste blog, nos seus curtos 37 minutos, tocaram 8. E isso, sim, é muito. Gostei outra vez muito de os ver. So não repito se tiver que ir ao Meco... ´Take It Or Leave It' anunciou como sempre o fim do concerto e não sou capaz de o dizer melhor.
Depois, com grande parte do publico, felizmente, a abandonar o recinto, havia condições minimas para dançar na tenda. E com Ricardo Villalobos no leme isso não é dificil. Percebe-se bem a mestria, a de certeza infindavel coleção de discos que lhe permite viajar facilmente, sem sobressaltos, por anos e estilos e ser sempre bem sucedido, festivo, ritmico, e passear classe. Um dos melhores dj do mundo.
Não merecia o Montez...

12 julho 2011

Clinic – walking with thee (2002)

Longe do magnífico registo de outrora, veja-se por exemplo “Internal Wrangler” (2000), a banda de Liverpool vive agora momentos angustiantes com o 6º álbum de estúdio “Bubblegum” (2010). A magia do revivalismo pós-punk sempre marcado pelo som conceptual dos órgãos misturados com compassos e escalas anormais transformou os “Clinic” numa banda de referência no início dos anos 2000. Dez anos volvidos a fórmula repete-se mas sem o mesmo êxito. Neste contexto e em jeito de homenagem ao meu amigo Fragata que me iniciou nestes “Clinic” junto uma magnífica música do “Walking with thee” (2002) retornando a um ponto óptimo na carreira destes fabulosos ingleses. Vale a pena recordar…

11 julho 2011

avi buffalo - avi buffalo (2010)

Bom e cá andamos no universo twee propondo este interessante projecto californiano para sensações futuras. A atentar.



No verão fico mais twee que no inverno. Porque será?... Enfim espero que gostem!

05 julho 2011

Red Snapper - Key - 2011



Cá está ele, o novo álbum da banda que tive bilhete para concerto algures em 2007 e o mesmo foi cancelado porque não tinham vendido bilhetes suficientes, segundo fontes do local onde seria o concerto (num bar do Porto, não me lembro qual) venderam apenas 6, fiquei extremamente chateado confesso, no entanto, para os mais distraídos, não deixem este facto impedir-vos de ouvir esta extraordinária banda que nos trouxe grandes músicas como “Lo-beam”, “Snapper”, “Image of you”, Keeping pigs together”, “The paranoid”, “Shellback”, entre muitas outras… Este “Key” vai buscar a genica dos tempos do EP “Reeled and skinned”, ou do primeiro álbum da banda, “Prince Blimey”, a formação volta a ser a original, adicionando a voz de Gavin Clarke (recentemente em colaborações com UNKLE) em algumas músicas. Red Snapper, conotados como uma banda de “Acid Jazz”, voltam aqui à carga, como podem constatar nesta “Take your Medicine”, ainda não tive oportunidade de ouvir o álbum como gostaria, porém, estou a gostar imenso.

Este “Key” é bastante recomendável.

01 julho 2011

xana - "as meninas boas vão para o céu as outras para todo lado (1994)

Ora aqui está uma pérola que revisitei hoje. Faz exactamente 17 anos, mais coisa menos coisa, que é como quem diz por esta altura do ano, estreávamos no toca discos do Daniel o recentíssimo trabalho da ex-Radio Macau, a magnifica PJ tuga, simplesmente Xana. Confesso que o álbum foi uma pedrada no charco para quem andava a ouvir o Rid of Me e ficamos logo colados. O Daniel ainda deve ter este álbum. Razão para dizer “Rock’n’Roll creio em ti… só em ti…”.



Enfim… Albúm memorável… não lhe tirava nenhuma música.