31 julho 2010

Bauhaus - Mask - 1981



Releio posts e comentários, resolvo então postar o meu álbum da semana que está a chegar ao fim… porque não só do presente e do futuro próximo vive o Homem, nestes dias que passaram dei comigo a regredir ao ano de 1981, “Bauhaus” lançavam “Mask”, o meu favorito confesso… Não vou entrar em grandes detalhes uma vez que esta banda não os necessita, digo apenas que este álbum fabuloso contém toques de magia que ainda hoje me fazem tremer e, actualmente, é tão difícil encontrar uma banda que realmente te bloqueie a mente com a pureza sonora (não falo de instrumentos, mas sim do algo mais) que este “Mask” trouxe, desde a capacidade de te envolver em ambientes tenebrosos, passando por aquele grito de desespero que te permite partir as barreiras circundantes, culminando em sons e voz tão característicos como por exemplo “Kick in the eye”, que consegue em 3 minutos e 42 segundos colocar-te em êxtase a cada pulsar da mesma… hoje, deixo-vos com o regresso ao passado de “Hollow Hills”… sintam o deslumbramento que o ano de 1981 proporcionou…

Extremamente recomendável…

22 julho 2010

White House ( e trabalhar, nada?)

Quando se fez parte da melhor banda de sempre, quando se escreveu a musica que se vai tocar, quando se muda a face do mundo para sempre, quando se ganha o Sir antes do nome, quando somos Paul McCartney conseguem-se coisas engraçadas...vejam esta...ate o Obama canta! e reparem no senhor Jack White, que cantara antes 'Mother Nature's Son', tambem dos Beatles ou num tal de Jerry Seinfeld tambem a alinhar no sing-along

16 julho 2010

Morcheeba - 1995 - ... / Goldfrapp - 1999 - ...



Cheguei a casa, meia luz, Morcheeba na aparelhagem… o dia volvia-se, caminhava com passo acelerado para o recinto, um vez lá dentro, a brisa soprava lentamente, sentiam-se no ar aromas “tabacais” estranhos, pensava “ahh festival”… tinha sede, a longa caminhada até chegar ao destino havia sido longa, tratei do assunto. Dirigi-me para um local estratégico junto ao palco, longe das cabeças mais altas que a minha, passado pouco tempo ouço uma sonoridade que me reporta para o “Who can you trust”, ahhh Morcheeba… Skye entra, a banda entra, ouvem-se as primeiras vocalizações, a voz continua imaculada, a simpatia tocava-se com os dedos, o deslumbramento por uma banda com origens no tempo musical que me define é imenso, o concerto fabuloso, e eis que Skye põe a multidão a olhar a lua com uma voz plena de erotismo, e eis que Skye põe a multidão a fazer diversas ondas dado o seu fascínio pelo mar, e eis que Skye bebe tequilha, e eis que Skye dedica Trigger Hippie aos, como ela definiu, “old school Morcheeba fans”, e eis que a banda põe a multidão a cantar, e eis que o concerto acaba dado o tempo cronometrado pela organização, ficava agora a memória de um concerto simplesmente fantástico… dirijo-me novamente a matar a sede, penso “dinheiro muito bem gasto, dos melhores concertos que vi no Marés-Vivas”, mato a sede, o concerto foi divinal, a genica da banda excepcional… E eis que começa Goldfrapp, a banda com um look à anos 80, e eis que o concerto está a ser poderosíssimo, e eis que olho para o meu lado esquerdo, e eis que vejo a Skye a ver o concerto de Goldfrapp, e eis que vou falar com ela, e eis que falei com ela uns bons 10 minutos (lamento, mas o conteúdo da conversa guardo para mim), e eis que após os beijinhos e o abraço, retorno ao meu local de concerto, e eis que me senti como um puto adolescente, e eis que com a conversa fui perdendo um cadito do concerto, e eis que pensava que estava na altura de ouvir uma música do “Felt mountain”, e eis que o concerto continua cada vez mais poderoso, e eis que o concerto está a ser fenomenal, e eis que se vai ouvindo “obrigado”, e eis que a voz da Alison está melhor do que nunca, e eis que faz-se silêncio, e eis que não há encore, e eis que infelizmente o concerto acaba… Goldfrapp deu um dos concertos mais fortes que já vi até aos dias de hoje, no entanto faltou o “Felt mountain”, dirigi-me novamente ao posto de abastecimento e vim embora, pensei que hoje ouvi duas das vozes que mais me consomem, pela beleza, pela magnificência, pela capacidade inerente de dar um conforto extremo… deixo, para os "old school Morcheeba fans" e restantes leitores, Trigger Hippie...
Foi sem dúvida, uma noite extremamente recomendável…

12 julho 2010

black angels - passover (2006)

Foram precisos 4 anos e uma longa viagem de carro a consumir música para descobrir verdadeiramente estes fabulosos black angels. Mea culpa!

O álbum que vos trago é o de estreia deste quinteto do texas - Nate Ryan (baixo), Stephanie Bailey (bateria), Chris Bland (voz/guitarra) e Alex Maas (voz/baixo). Inspirados na mítica música dos Velvet Underground - "the black angels death song" do magnífico álbum da banana(!) surgem como uns loucos psicóticos do alternative-garage-rock!

Aguarda-se com expectativa o 3º album de originais - "Phosphene Dream" que tem estreia marcada para o próximo dia 14 de Setembro.

A atentar.


"But you say no to me, just quit saying no to me.
Just stop saying no to me, 500 times a day see."

08 julho 2010

Dirty Projectors - Mount Wittenberg Orca - 2010



É inegável a qualidade que Bjork apresenta e representa, no entanto talvez, com o passar do tempo, tenha caído em desuso nas minhas auditivas músicas e álbuns que diariamente ouço e faço variações. Não que tenha ficado desagradado, mas a verdade é que sinto que foi deixando de "puxar a camioneta", pelo menos para mim. Esta senhora já deu ao mundo grandes trabalhos como o glorioso "Gling Glo", "Post", "Debut", "Homogenic", grandes hinos criados que deslumbram qualquer um. Ou seja, dado a sua qualidade, não podia deixar de falar da sua colaboração com "Dirty Projectors" no seu novo álbum "Mount Wittenberg Orca". Esta banda oriunda de Brooklyn praticam um rock experimental, no entanto, neste recente trabalho, são patentes os novos caminhos que a banda anda a explorar pelos lados da electrónica, sendo evidente a influência de Bjork na elaboração deste álbum. Fiquem com a música "Ocean", uma melodia interessante plena de relaxe...
Bastante recomendável.

03 julho 2010

Horiso - Walks - 2010



Horiso é o projecto de um só homem vindo da Polónia, uma ligação entre a simples electrónica e improvisação de trompetes, guitarras e teclas, o resultado desta fusão é uma ilustração musical extremamente apetecível, sons estranhos e instrumentos musicais, um álbum com 7 musicas, com sete histórias de um dia normal... designado como: “not for closed minded people”. Fiquem com a música "Wandere". Este “Walks” é bastante recomendável.

Bom fim-de-semana.

01 julho 2010

dum dum girls - i will be (2010)

As magnificas "Dum dum girls" aparecem sob a égide do emblemático selo Subpop com o lançamento em vinte dez do seu primeiro álbum de originais "I will be". As quatro moçinhas de LA praticam um som claramente "noise pop" ou "garage pop" carregado de sentidos Patti Smithianos. Dee-dee, Jules, Bambi e Sandy são as meninas a seguir neste inicio de Verão.

Nota final para o meu amigo José Miguel que como notável fã de moçinhas a cantar com guitarrinhas afinadas... me deu a conhecer (a mim e ao mundo!)... esta preciosa banda no habitual espaço radiofonico semanal - tribulações!



Vamos ve-las a Paredes de Coura de Julho?