30 junho 2010

best coast - crazy for you (2010)

A dupla californiana Bethany Cosentino e Bob Bruno, também conhecidos no meio por “Best Coast”, lançam finalmente o seu mais recente lp de originais “Crazy for You” no próximo dia 27.07.2010. Como muitos de nós somos fãs incondicionais do “When i’m with you” ou do “Each and Everyday” era interessante que todos atentássemos a este lançamento. Com uma capa a lembrar as férias do Camões. Aqui fica o single o avanço do SXSW 2010:

Viernes - Sinister devices - 2010



"Viernes" é um duo experimental de Alberto Hernandez e Sean Moore vindos directamente de Winter Park, Florida. Este é o seu álbum de estreia que faz um mergulho na electrónica e sustem a respiração debaixo de água durante bastante tempo, ou seja, é notória a qualidade desta banda, em determinados momentos lembra-me “Mozez” (o moço que colaborou com Zero7)… neste trabalho, “Sinister devices”, temos uma electrónica mais rebuscada claramente efusiva que proporcionam uma atmosfera sonora interessante e muitos já consideram este “Sinister devices” como o melhor álbum, do estilo, de 2010 (pelo menos por enquanto). Fiquem com "Glass windows" (a que me lembra "Mozez").

Bastante recomendável…
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29 junho 2010

Scene - 1993-1995 Part 2

Os “Scene” marcaram o meu primeiro (e único? Acho que o outro foi no garagem…será?) concerto no mítico “Bibau”. Todos os elementos da banda são conhecidos e/ou amigos pelo que o entusiasmo era grande. Já sabia da competência técnica do meu amigo Gil, dos cromatismos idiossincráticos da Ana, da criatividade sonora do Artur, do poder compassado do Shell e “last but not least” o esteiro de confiança e calma dado pelo Borges. Os “Scene” apresentaram-se num bar apinhado de povo em que não faltavam os habituais clientes, os alunos do secundário, os professores do secundário, alguns notáveis da vila… tudo num ambiente de partilha e consumo anárquico de sentidos.
Nessa altura já a banda tinha algum reconhecimento quer escrito quer falado e Macedo de Cavaleiros prestava-lhe a vassalagem de ser a única banda pop com direito a esse epíteto que alguma vez surgiu na então (ainda) vila.

Entretanto, valha-nos a verdade, surgiu também outra banda ligada à facção mais “dark new wave industrial” designada por “Gates of Pain” que incorporava alguns colegas e amigos do secundário mas que nunca obteve sequer a expressão musical dos “Scene”.

Falo-vos com saudade desta banda não só por ter sido única, a única, mas porque sempre que o “King” volta a colocar no leitor de cd’s do “Bibau” estão, não raras vezes, presentes membros que constituíram esse sonho partilhado.
Os “Scene” poderiam ter sido mais e melhor… mas ninguém lhes tira o mérito de orgulharem todos os macedenses como já há longa data não era feito…


Nota final para a Ana que andará longe… já que há largos anos que não a vejo. As suas similitudes com a Alison Shaw povoou o nosso imaginário “dream pop shoegaze” quer pela voz inolvidável quer pelas parecenças físicas extensíveis até às tranças no cabelo…
"I prefer you stripped naked..." não?

Scene - 1993-1995 Part 1

Corria o ano de 1993 quando surgiram os Macedenses “Scene”. Com vastas influências, desde “Cranes” a “Morphine”, passando por “Tindersticks”, esta banda correu Portugal com inúmeras criticas extremamente positivas aquando da sua participação no “Termómetro Unpluged” que tinha lugar no Porto num bar (fabuloso) de nome “Labirinto” no ano de 1994. Neste ano os vencedores da competição foram “Silence Four”, no entanto a unanimidade foi imediata a eleger os “Scene” como a banda merecedora de tal vitória. O percurso artístico dos Scene foi vasto, desde a abertura de “Delfins” em Bragança à cabeça de cartaz nos dois primeiros anos do festival “Carviçais”, o trabalho destes 5 membros, entenda-se Ana Mourão na voz, Gil Baptista na guitarra eléctrica e back vocals, Borges no baixo, Artur nas teclas e Pedro “Shell” na bateria, teve um reconhecimento praticamente imediato tal a qualidade destes rapazes e rapariga. Para a memória ficam algumas ocasiões interessantes de improviso e a animação que esta malta tinha, ressalvo que na segunda edição do “Carviçais”, já sem Ana Mourão, todos os elementos da banda cantaram nesse concerto, era eu menino e a imagem de ver todos eles a cantar ficou marcada dada a loucura evidenciada pela audiência perante tal situação. Infelizmente, a banda teve o seu término antes da gravação do que seria o seu 1º álbum, no entanto ainda sobrevivem alguns registos quer da noite no “Labirinto”, quer de uma maqueta efectuada algures em 1993. Assim que possível, será postado aqui um excerto do concerto que teve lugar no Labirinto.

Extremamente recomendável.

Winterphonic - Spirals - 2010



Winterphonic, o duo Austríaco de Adina Camhy e Emanuel Jauk, mergulham no que eles chamam de “um processo de decomposição e relançamento”, o resultado é este fabuloso “Spirals”, dez músicas, dez experiências de deveras interessante introspecção. Esta banda de trip-hop está aí para as curvas e prometem manter as suas características bem vivas, o som de uma qualidade invejável presente dos anos 90, depressão familiar e como eles dizem “We are still in love with our sadness”. Fiquem com a “concrete” e com estas marcas que tanta falta fazem.

Bastante recomendável…

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26 junho 2010

Moremoney - Tricky - 2010



Moremoney, um duo Moscovita, entenda-se Ivan Kalashnikov e Nadia Gritskevich, que se designam como uma banda “electro-acoustic acapella”, bastante apelativo. Juntos desde 2007, o seu trabalho tem sido cada vez mais inovador com o passar dos anos, caso para dizer com uma boa adaptação do Asterix e Obelix, “Estes Russos são doidos”. Na Rússia o seu talento não tem sido propriamente reconhecido, no entanto o seu álbum “tricky” tem tido o seu sucesso pela Europa, um trabalho digno de registo, as músicas oscilam entre o agressivo e o melancólico com uma voz extraordinária e um sentido rítmico acima da média.
Bastante recomendável. Bom fim de semana…

22 junho 2010

Microbunny - 49 Swans - 2010



A crítica classifica Microbunny, uma banda que tem vindo a surpreender desde 2001, como uma mistura de David Lynch, Stanley Kubrick e Brian Eno, confesso que adorei a designação que faz jus à banda, três aspectos bombásticos para descrever esta banda de trip-hop com raízes no Canadá. Este recente trabalho demonstra uma diversidade de instrumentos fantástica, podemos atingir a abstracção com um fabuloso contra-baixo, guitarras, bateria, voz fantástica e um toque de electrónica. Deixo-vos com um excerto da apresentação deste novo álbum intitulado “49 Swans” que é, sem margem para dúvidas, bastante recomendável.

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Bonobo - Black sands - 2010



Bonobo, A.K.A. Simon Green, um dos visionários e pioneiros do “Downtempo” lança “Black Sands”. Bonobo é conhecido pelo seu uso desenfreado de precursão, um bom contra-baixo e samples. É certo e sabido que este senhor, Dj e produtor, já anda por aí há alguns anos com a “Ninja Tune” e que o trabalho que daí advém é sempre recomendável, este novo trabalho não é excepção. Dotado de um grande sentido melódico, “Black sands” está arrojado, ousado, revigorante e supera o “Days to come” que foi, para mim, um dos grandes álbuns lançados em 2006. Deixo-vos com o single “The keeper” no qual colabora Andreya Triana.

Bastante recomendável.

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21 junho 2010

3 Dias En Galicia

Dia 1:

A viagem foi feita quase sem paragens e num ritmo acima do normal, havia pressa.
A saida do Porto fora por volta das 18h e o programa marcava Lcd Soundsystem às 22h30. Com a hora que se perde na fronteira, tinhamos que estar as 21h30 junto ao palco para ver James Murphy e cia. E lá conseguimos!
E ainda bem! Numa setlist um pouco mais curta que o normal devido as contingencias do festival (os concertos tinham todos uma hora, excepto o de Laurent Garnier, que durou hora e meia, as actuações de dj oscilavam entre uma hora e no maximo duas) os Lcd Soundsystem mostraram que são no momento o projecto mais aliciante a trabalhar nas fronteiras entre rock e electronica dancavel. Numa banda que incluia alem dos ja habituais Nancy Whang (membro dos Juan Maclean, tambem da Dfa Records de Murphy) e Pat Mahoney (o senhor que costuma passar discos com James e com o qual divide a responsabilidade do Fabric que ambos gravaram), havia tambem espaço para por exemplo Tyler Pope, membro dos !!!. Uma galeria de notaveis portanto e tambem uma maquina muito bem oleada. Começaram com 'Us Vs. Them' logo rasgadinha. Passaram por 'Drunk Girls' e 'I Can Change' do ultimo album, mas guardaram o melhor para o fim, com a sequencia 'Movement','Yeah'(sempre fenomenal) e 'All My Friends' a levar ao rubro o publico presente, que enchia uma das salas (Sonar Village) , a unica com actividade nesse 1º dia. É o meu terceiro concerto de Lcd, um por album, um por cidade (Porto- Lisboa-Coruna) mas em todos o mesmo denominador de excelencia de banda que ficara para a historia. Murphy diz que este e o ultimo album do projecto, por isso se ainda nao viram, nao percam, vale mesmo a pena. Depois veio um dj espanhol, que nao sendo mau soube obviamente a pouco depois desta avalanche de boa musica. E assim fomos cedinho para o hotel( boa escolha!) que os dias que se seguiam seriam bem mais longos e preenchidos.

Dia 2:

Começou cedo o segundo dia do festival. Eram 19h30 e la estavamos instalados junto ao palco para ver a prestação dos Fuck Buttons, autores do excelente 'Tarot Sport' de 2009. Para eles vai o premio de actuação mais barulhenta do festival, num set continuo , sempre em crescendo. Foi pena ser tão cedo.
Apos umas horas semi-mortas, em que se vagueia pelo recinto do festival, que neste dia tinha ja mais uma sala (Sonar Complex, uma sala com cadeiras, onde decorream algumas actuações interessantes), vimos parte de Matthew Herbert, que pessoalmente me desiludiu com um som demasiado rugoso para o habitual, mas sem resultados interessantes. Mais interessante foi antes Fake Robotique, um projecto espanhol.
A grande expectativa da noite ia para a prestação em formato live, acompanhado de musicos, do produtor e dj consagrado mundialmente, uma lenda da electronica, Laurent Garnier.
Apesar de ja ter ultrapssado e bem os 40 anos Laurent não sofre de abrandamento, bem pelo contrario. Tambem se mantem atento as novas tendencias, como mostram as incursões por terrenos dubstep ou drum and bass que aconteceram durante a prestação. Uma actuação energica que teve pontos altos nos classicos 'Crispy Bacon'e 'Man With The Red Face', este a terminar. Um senhor e ponto final. Referencia ainda aos poucos minutos que vimos do live act de Labrador+P.M.A., projecto portugues que actou no Complex e com boa aceitação de publico.

Dia 3:

Bastante desgastados pela devastação da noite anterior la nos arrastamos para ver a prestação de Flying Lotus, que se iniciava, com a pontualidade que marcou o festival as 20h locais. Flying Lotus deu uma boa prestação, para fazer dançar mais a mente que o corpo. No final chamou um amigo que não entendi o nome para uma sessão, no espirito 'free jazz', palavras do proprio. Nesse segmento ate trechos de 'Idioteque' dos Radiohead se ouviram. Dificil de ouvir, não é para todos, mas é muito bom. Nesta altura iriam actuar os Octa Push, dupla tuga dos terrenos dubstep, mas o cansaço das pernas e o apelo do Carrefour vizinho do recinto do festival, com bebidas a preço mais convidativo (esperemos que os preços festivaleiros espanhois não cheguem a Portugal, 3 euros uma cerveja e 5 uma bebida branca não é nada agradavel) fizeram nos deslocar ate ao exterior para um descanso merecido. 
Voltamos por volta das 22h30, naquela que seria a primeira decisão dificil de fazer para o nosso grupo de 4 festivaleiros. No Sonar Club, palco que se estreava neste dia iriam actuar os Air, no Sonar Village os Delorean. Os primeiros a começar foram os Air e por isso dei-lhes alguns minutos, que não me convençeram. Os ultimos trabalhos da dupla francesa não me entusiasmam e la fui ver Delorean, que para alem de ser o nome do mitico carro do Doc de 'Regresso ao Futuro' é tambem o nome deste creativo projecto espanhol que se move junto das coordenadas de uns Animal Collective, versão mais solarenga e electronica. Deram um belo concerto. Os outros festivaleiros voltaram para junto dos Air, menos convencidos do que eu, relatando que o final do concerto destes teria sido mais engraçado, percorrendo o projecto os seus temas mais conhecidos. 
Havia agora novo intervalo ate às 0h30 em termos de projectos esperados...uma ronda pelas salas e conhecemos um projecto galego de hip-hop com influencias de elctronica e ate blues, com letras que pareciam de caracter leve e divertido...eram os Fluzo. Foram divertidos e fizeram passar o tempo ate aos 2 Many Djs, que rebentaram como de costume. Que o show era de qualidade e eficaz ja se sabia, a novidade a observar eram as projecções que acontecem no palco e que acompanham as musicas que a dupla belga vai propondo à pista de dança. Numa tela no centro, vão aparecendo as capas de discos que a dupla vai pondo, sendo que nestas capas os protagonistas mexem-se e não é pouco. Animações semi-rudimentares mas que resultam em pleno. Ate Bethoveen por la passou...
Infelizmente não pude verificar ate ao fim esta prestação pois havia Hot Chip ás 01h30 para ver no Sonar Village. E que Hot Chip foram estes? Um show efeciente, muito dancavel, focado no seu curto alinhamento os temas de maior sucesso, intercalados por algumas musicas do ultimo 'One Life Stand', ja de 2010. Terminou com 'Ready For The Floor', em grande, mas mostrando que apesar da boa prestação, não é Lcd Soundsystem quem quer, e não tera sido a toa que o melhor album deste grupo ingles teve produção da equipa Dfa, ou seja, James Murphy...Ainda assim gostei bastante de ver, estiveram no top das actuações quanto a mim.
Havia ainda Booka Shade no Sonar Club, em formato live, com bateria fisica e tudo. Começaram logo com 'Darkko' talvez o seu tema mais conhecido e conquistaram a pista de imediato. Assim continuaram num bom ritmo, que apenas o fraquejar das pernas nos obrigou a abandonar...Tinha terminado para nos o Sonar Coruña em ano de Xacobeo. 
Pena neste cartaz não haver, entre outros do irmão alargado de Barcelona, a prestação live de Plastikman, que teria sido a chave de ouro para este excelente festival de electronica. Ainda assim um saldo tremendamente positivo, ainda mais para um bilhete de 3 dias que custava 54 euros, aproximadamente aquilo que se paga por apenas uma noite num Alive ou Super Bock e ate menos do que uma noite no festival de rir ou, se preferirem, rock in rio.

Uma nota final para a alargada cobertura mediatica da morte de Jose Saramago que os media espanhois fizeram. Um sinal de respeito por este grande escritor e esquerdista, que nem sempre foi bem tratado em Portugal. Que o seja agora, que bem fez por o merecer, lutando pela igualdade e direitos e revoltando-se contra as principais forças de repressão ou opressão que actuam na nossa peninsula iberica, vulgo igreja catolica.
Respect.

how to destroy angels - how to destroy angels (2010)


O nosso bem conhecido Trent Reznor líder da mítica banda "industrial" NIN - Nine Inch Nails, volta agora com este projecto "How to destroy angels" e promete dar muito que falar. Com o nome a ter origem numa conhecida música dos "The Coil" surge associado a nomes como Atticus Ross (antigo produtor dos NIN) e Mariqueen Maandig (sua companheira e antiga vocalista dos WIG - West Indian Girl).

Um projecto a atentar para os seguidores do senhor Reznor e não só. Eu cá gostei muito...

19 junho 2010

Pati Yang - Unreleased songs - 2005 . 2009



And now something different... Pati Yang, uma Polaca com uma sonoridade acima da média, que pratica um trip-hop extraordinário, como estes há poucos… Colaborou por diversas vezes com David Holmes, um senhor que não necessita de apresentações. À solta desde 1998, o trabalho com David Holmes deu origem ao projecto “The Free Association”, no qual também colaborava Martina Topley-Bird, uma das Divas do trip-hop. Deixo-vos com uma música extraída do “Unreleased songs” datado entre 2005 e 2009, que embora não tenha sido considerado um álbum oficial, o mesmo encontra-se disponível apenas na internet, a música é “The war is coming”, aqui fica para o vosso deleite…

Extremamente recomendável. Bom fim-de-semana...

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Marsmobil - (Why don´t you take) The other side - 2010



Marsmobil, associados à companhia discográfica G-stone, a que nos trouxe Kruder and Dorfmeister, Tosca ou Peace Orchestra, é uma banda electronica "with a twist", produzida por Peter Kruder, que por diversas vezes é comparada a Air. Roberto Di Gioia traz-nos este novíssimo “(Why don´t you take) The other side”, aclamado como algo de genial, um álbum forte cuja critica afirma como “It´s the lascivious power of Air and the family feeling of the 70´s band". Deixo-vos com “Cry for a day”, uma música inspiradora, que vos deixará a desejar ouvir mais e mais tal a qualidade…

Bastante recomendável.

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16 junho 2010

operator please - gloves (2010)

Já toda a gente conhece os Operator Please como a banda de putos da Austrália que não faziam mais nada do que brincar às bonecas e aos carrinhos na escola secundária. Eventualmente também brincariam aos índios e aos médicos e aos enfermeiros… dada a exposição das letras das suas músicas do aclamado“Yes Yes Vindictive”.
Pois é mas os Operator Please mudaram… envelheceram e agora já entraram nos “vintes”. O primeiro avanço para o novo álbum “Gloves” da banda de Queensland é este “Back and Forth”. É mesmo fresquinho e agradável.

A atentar.

15 junho 2010

Dial M for murder - Fiction of her dreams - 2009



"Dial M for murder" são uma banda Sueca cujo estilo musical é descrito como Indie/ Post Punk, que remonta ao ano de 2007. Em 2008 esta malta tocava apenas em festarolas, o que despertou a atenção de companhias discográficas, uma vez que tinham uma genica poderosa. Em 2009 lançam então o álbum “Fiction of her dreams”, do qual teve origem o single “Oh no!”, um single poderoso, consistente e bastante apelativo. A crítica foi unânime em aclamar bastante positivamente o trabalho de David Alexander Ortenlöf e Anders Lantto, palavras como "fantastic" ou "amazing" descreveram então o "Fiction of her dreams". Fiquem com “Oh no!” e a certeza que os amantes do estilo não vão ficar desiludidos.

Bastante recomendável...
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11 junho 2010

Electrelane - No shouts, no calls - 2007



Nos espaços entre conduzir até ao meu local de trabalho, intervalos no mesmo e pós explicações, fui passando o dia a ouvir “Electrelane”, o álbum “No shouts, no calls”, datado de 2007. Comprei este cd em 2008, não o ouvia desde 2009, foi como tivesse entrado numa espécie de hibernação sensorial que permitiu o álbum desenvolver-se, um crescimento irreal, mas potenciado pelo êxtase da ausência, hoje, voltou a falar bem alto na minha mente. Ora então, “Electrelane”, é uma banda de Indie rock com um toque de electrónica, para dar um gostinho à coisa, formada em Brighton, Inglaterra, surgiu em 1998 com vastas influências, de “Stereolab” a “Neu!”, passando por “Sonic Youth” ou “Velvet Underground”. Considerados visionários pela crítica, o cd “No shouts, no calls” foi bem recebido, uma grande amálgama de povo considerou este trabalho como um dos melhores da carreira desta banda, tendo sido classificado como um dos melhores do ano de 2007. Infelizmente, nos dias de hoje a banda encontra-se em pausa criativa indefinidamente. Deixo-vos com a “In Berlin”, uma música hipnótica, com um “clip” fabuloso, para ouvir em ambiente (des)controlado, e perguntam vocês, “ambiente (des)controlado??”, deixo à imaginação de todos…

Bastante recomendável... Bom fim-de-semana…
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the blows - upskirts (2008)

Pois bem. É verdade que os The Blows não são uma novidade mas tendo em conta que só agora cheguei ao vídeo do seu single achei pertinente esta “postagem”. Trata-se (como a maioria de vós sabeis) uma banda de Vigo que praticam uma sonoridade rock entre os Franz Ferdinand, Strokes, Cribs com um cheirinho a Kooks.

Constituídos por Roy Basanta (voz e guitarra), Bruno Mosquera (voz e sintetizadores), Alex Lago (baixo) e Gael Pintos (bateria) são um dos projectos mais interessantes da indie galega.
Eis “Sin City Lies” o motivo para este “post”. Espero que gostem…



O álbum Upskirts gerou grande entusiasmo em 2009 apesar da edição original ser de 2008.

10 junho 2010

Avant la Lettre


Avant la Lettre é uma banda holandesa que viu o seu criativo mundo musical concretizado por volta do ano de 2008 e surgem da conjunção de rock alternativo com synthpop.


A seguinte música foi gravada na casa dos mesmos. Não tendo equipamento para gravar a bateria decidiram investir nas batidas electrónicas... O resultado é este: "No Procedure That Fits"...


Em acústico para a Amsterdam Acoustics: http://www.youtube.com/watch?v=ZqwYyII0x1s


08 junho 2010

Sempre Novos (mas já antigos...)

Robert smith não teve nunca a fama de ser um rapaz feliz. Quando chegou aos 30 anos, idade que para ele significava o inicio do declinio creativo de todas as bandas, Smith, mais depremido que nunca quis fazer um album sombrio, pontuado apenas por alguns momentos de maior claridade.

Esse album veio a chamar-se 'Disintegration' e foi lançado originalmente em 89, sendo agora re-editado numa versão deluxe que inclui algumas raridades e pela primeira vez tambem o album ao vivo 'Entreat' na sua versão completa.

'Entreat' documenta uma prestação da banda em Londres, em 1990 e é composto apenas por 8 faixas do album 'Disintegration'. Esta edição junta-lhe as 4 faixas que faltavam, entre elas os dois maiores hits do album 'Lullaby' e 'Lovesong'. Por não conter estas duas musicas,que são as duas mais 'claras' do disco, 'Entreat' é ainda mais sombrio que 'Disintegration'. 'Entreat' foi tambem o segundo cd que entrou para a minha colecção e desde esse meu 6º ano de escolaridade, tem sido, bem como 'Disintegration' bastas vezes revisitado pelos meus ouvidos.

Faixas como 'Pictures of You', 'Fascination Street', 'Closedown', 'Prayers for Rain', 'Last Dance' ou 'Untitled' foram durante os anos da grande depressão (vulgo, crises adolescentes...) uma grande companhia e um ombro amigo. Hoje, de forma diferente, ainda o são. O melhor trabalho dos Cure, ainda que a curta distancia de 'Pornography', o album que de acordo com o proprio Smith serviu de mote à atmosfera que domina o disco. Um dos albuns e uma das bandas da minha vida, isto se não ligarmos a nada do que gravaram depois de 1992...

Mas mesmo que agora Smith se lançasse em colaborações com Tony Carreira ou Shakira isso não apagava a genialidade deste album, bem como das suas letras. Para colocar junto a outros artistas de cortar os pulsos, como Joy Division, Nick Cave ou mais recentemente Interpol.



Tambem reeditado por estes dias foi 'Exile on Main Street' dos Rolling Stones, que penso, dispensam apresentações. Originalmente editado em '72 não contem nenhum dos grandes exitos dos Stones como 'Start Me Up', 'Satisfaction' ou 'Simpathy for the Devil', nem sequer um 'Angie' ou um 'Street Fighting Man'.

Mas, 'Exile on Main street' foi gravado num espirito de total liberdade criativa de todos os membros da banda(talvez potenciada pelo uso abusivo de drogas que todos faziam no momento) e é um tratado de rock, soul, blues(principalmente estes) e um pouco de tudo o resto que se fazia na altura, transformando os ingleses numa especie de banda negra do sul dos Estados Unidos, Mississipi style! Apesar de não ter sido recibo com muito entusiasmo à altura do lançamento, cresceu em reconhecimento ate se tornar num dos mais respeitados trabalhos do colectivo. Para mim esta no topo, formando o triangulo magico com 'Sticky Fingers' e 'Beggars Banquet'.

07 junho 2010

bonnie prince billy and the cairo gang - teatro aveirense 06.06.2010

“(…)Well, you're my friend, (that's what you told me)
And can you see (what's inside of me)
Many times we've been out drinking
And many times we've shared our thoughts(…)”

Will Oldham apareceu no Teatro Aveirense (TA), encarnando o seu alter-ego Bonnie Prince Billy, rodeado pelos amigos e excelentes músicos Cairo Gang, que é como quem diz o Emmett Kelly (guitarra) e Shahzad Ismail (baixo) e, não menos importante já que em seus auxilios a fabulosa Susanna Wallumrød (vozes).

O espectáculo que o trouxe até terras lusas insere-se na apresentação mundial do “The Wonder Show of the World”, prestando uma homenagem aos músicos que com ele trabalharam em álbuns anteriores The Letting Go (2006) e Lie Down in the Light (2008) conferindo-lhe estatuto de companheiros de palco sob o nome de Cairo Gang.

Bonnie Prince Billy apresentou-se hoje, à imagem do álbum que expos, mais rico instrumentalmente (obviamente pelos contributos dos acompanhantes), numa face mais solar que lunar, onde os sentimentos a transmitir é de alegria e bastante familiar a uma audiência expectante. A magnífica sala do TA acomodou cerca de 400 pessoas que vibraram ao longo de mais de 2 horas com um espectáculo inolvidável. Primeiro, Susanna Wallumrød apresentou um pequeno alinhamento a solo, com a ajuda do próprio Olham nas “back vocals”. Foram cerca de 40 minutos de “warm up” verdadeiramente deliciosos. Posteriormente chegou o “velho presunto” com o seu gang e bombardeou de sentimentos a audiência. Durante mais de uma hora e três quartos ofereceu ao público uma boa disposição constante e algo que me impressionou como nunca tinha observado em outro “cantautor”: Oldham dá força às palavras que canta e a intensidade não flutua com o estado de espírito. É constante. Passo a explicar: canta com a mesma presença e magnitude quer a tristeza quer a alegria conferindo às palavras sentidos que são exactamente os que queria dizer quando as escreveu. É um misto de força interior e ubiquidade que transforma o palco no peito de cada espectador e cada peito num turbilhão de emoções. Para finalizar um registo final para a I see a darkness cantada “à capela” com o Emmett desligado de amplificadores. Poderoso adeus para uma noite inesquecível. Irrepetível. Uma palavra final para agradecer ao Teatro Aveirense por esta magnífica oportunidade de ver em Aveiro um dos vultos mais fervilhantes da música “singersongwriter” da nossa época. Bem hajam.

(…) And many times we've shared our thoughts
But did you ever, ever notice, the kind of thoughts I got
Well you know I have a love, a love for everyone I know
And you know I have a drive to live I won't let go
But could you see its opposition comes arising up sometimes
That its dreadful antiposition comes blacking in my mind

And then I see a darkness
And then I see a darkness
And then I see a darkness
And then I see a darkness
And did you know how much I love you
Is a hope that somehow you, you
Can save me from this darkness (…)”


Aplaudo de pé este senhor e espero não morrer sem o ver outra vez.

Moderat

Enquanto metade da cidade se dirigia para Serralves 'pelo ambiente de festa e convivio', para ver e ouvir (sera?) actuações de sabe la deus quem, alguns irredutiveis gauleses dispostos a pagar a simpatica quantia de 7,5 euros(com uma bebida incluida...) conseguiram encher a sala 2 da Casa da Musica, no passado Sabado, dia 5 ( sim, é verdade, dois eventos culturais de media/grande dimensão com apoios estatais a decorrer no mesmo dia, numa cidade como o Porto...que grande metrople devemos ser...) para observar de perto um dos mais entusiasmantes projectos de cariz electronico do momento, os Moderat, combinação entre a dupla Modeselektor e Apparat. Vinham para apresentar o seu album de estreia e unico até ao momento, lançado em 2009 pela berlinense Bpitch Control de Ellen Allien. Tal como no album, execelente, mostraram as fusões entre varios estilos de musicas, abertos a todo o tipo de influencias, desde os habituais techno, house e electro ate ao dub, ambiental, rock (Apparat usou varias vezes uma guitarra durante a performance) ou hip-hop (a excelente 'Beats Way Sick' marcou a fase final do espectaculo) e ainda por cima sendo muito expressivos e afaveis para com a plateia e servidos por uma excelente componente visual(era evidente a cumplicidade entre musicos e o vj colaborador habitual) proporcionaram um dos melhores live acts de electronica que presenciei deixando por exemplo Lindstrom, que actuou ja este ano no mesmo espaço a milhas de distancia. O publico presente reagiu muito bem ao show(que apenas pecou pela curta duração, mesmo assim ultrapassando o previsto de uma hora em cerca de 20 minutos), demonstrando um pouco habitual(em clubbings) conhecimento do projecto...se calhar os habituais penduras da Casa estavam uns quilometros mais abaixo na zona da Boavista...

05 junho 2010

UNKLE - "Where did the night fall" - 2010



UNKLE tem vindo a lançar álbuns que ousam tocar os vértices da insanidade mental, abençoado seja… Com o passar dos anos, UNKLE passou por diversos estilos, iniciou com um designado “beat-heavy” no fabuloso “Psyence Ficiton”, passando para uma electrónica cinematográfica no “Never, never land”, culminando num álbum com sonoridades agressivas em “War stories”. Este novo trabalho, “Where did the night fall”, mantém a agressividade de “War stories”, porém, mais controlada, mas não menos extraordinária. Com sonoridade negra, este álbum toca ao de leve num espécie de electro-rock psicadélico. Antes de comprar o cd, li uma frase sobre o mesmo que dizia “It's almost as if Massive Attack had gone down the Endless Power route”, confesso que gostei da frase, temos parecenças com Massive Attack do “Heligoland”, mas mais agressivo, daí o “endless power” da mencionada descrição. O que posso dizer sobre o álbum, é que sem se dar por isso, sempre que ouvido, o desejo que voltar ao “replay” é intenso, aviso no entanto, que à primeira, poderá não ser exactamente aquele cd que o leitor queira ouvir, mas se lhe der espaço, ui, ui, ele vai triturar os seus sentidos e fazê-lo ouvir e cantarolar o álbum todo…

Fiquem com a “Natural selection”, uma música animadinha com um clip fantástico...

Divirta-se e bom fim-de-semana…

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