17 abril 2008

clubbing casa da musica - whip e kills

Largos dias depois do meu primeiro “clubbing” na casa da música encontrei tempo e vontade de contar a todos os transeuntes da estante o que lá (dentro da minha óptica) se passou.

The Whip – “X Mark Destination”

Estes moçitos de Manchester apareceram em grande na casa da música numa primeira aproximação ao seu novo albúm. A casa, esgotada há mais de duas semanas, recolheu os quarenta minutos de festa em relativa acalmia. Música dance-pop-rock electro qualquercoisinha ritmada e cheia de intenção, pautada pela batida enérgica da moçinha que, no entanto, pouco se fez ouvir. De notar a fraca “equalização” sonora e o transe hipnótico do o que revela demasiada poeira no “backstage”. Em suma musica fresquinha num primeiro albúm a considerar como das melhores estreias em zero oito.

The Kills – “Midnight Boom”

A maioria da sala 2 esperava pela “VV” e pelo “Hotel” tanto como eu. A ansia era moderada porque pela tarde já os tinha observado a dissecarem respectivos cigarros na escadaria principal da casa da música. Arrebataram o público com músicas dos três albúns sem contudo deixar de ser notório para mim que a maioria de nós estava la pelo “No Wow” de 2005. Publico entusiasmado com vontade de exprimir os impetos sexuais que pulsavam do palco… bastante ordeiro e lascivo como convém à ocasião. Afinal os Kills são a pura sensualidade pontuados por momentos de sexo brutal e… (deixa-me cá ver…) condescendente. A apresentação do novo album mereceu respostas muitos positivas para o duplo(?!) single U.R.A. Fever e Cheap And Cheerful.
Merecemos um final fantástico com “Goodnight Bad Morning“ e posteriormente um encore pulsante com nova repescagem a “No Wow”.

Três pontos finais:
1. A minha localização na plateia, entre amigos, intelectuais da escrita Y e moçinhas simpáticas redundou na objectiva redução de visibilidade para uma moçinha que estava atrás de mim a sorver o som mas não os movimentos. Peço desculpa, por ter dado cabo de 2/3 do teu bilhete… e acontece que eu nem sou alto… enfim.
2. Passei metade do concerto a imaginar a Polly Jean com as meias até ao pescoço a gritar a rid of me… embrulhada com a VV em palco… carago elas têm tanto em comum… e a VV é tão mais sensual quanto bruta!
3. Ponto alto para o Bruno, um amigo meu aqui do “burgo”, que afirmou perante um Hotel incrédulo que gostava muito da Kate Moss… ao que ele replicou “Me too!!!”

Finalmente! É mesmo bom ver concertos com gente civilizada "non abusers" dos morangos com açucar!... ah e não menos importante com Amigos...

16 abril 2008

3 Dimensões

1-Fui ao ontem ao cinema ver o ultimo projecto megalomano dos U2, 'U2 3D', filme-concerto gravado durante a ultima 'Vertigo Tour', durante a sua passagem pela America Latina. Gravado como o nome indica com camaras 3d, com a colaboração especial da Sony e da National Geographic(!!), é para muitos um passo em frente brutal para o cinema projectado em sala. Quanto a isso não sei, mas os efeitos são de factos assombrosos, abismais. Claro que este é um filme para fãs dos U2, mas por vezes parece que temos que nos desviar para Bono não nos tocar! Juntamente com isso a excelente qualidade de som e a decisão sensata de cortar o intervalo que normalmente acontece nas salas Lusomundo (as unicas no Porto a exibir o filme, que so pode ser visto em cinema e mesmo assim com a ajuda de uns oculos especiais, que ja não são azuis e vermelhos...) faz com que esta seja a experiencia mais proxima de ver os U2 ao vivo, sem ser preciso dormir ao relento para conseguir bilhete...
Apesar de nunca os ter visto ao vivo estou muito familiarizado com a postura em palco dos 4 de Dublin, so dvds tenho 7 ou 8, inclusive 2 da digressão em questão mas nunca os tinha visto assim, tão perto, tanto detalhe. Recomendo vivamente, até pelo alinhamento equilibrado entre 3 temas do ultimo trabalho e varios classicos de toda a carreira de 'New year's day' a 'The Fly', passando pelas obrigatorias 'Where the streets have no name' (excelente), 'One' ou 'With or without you' que termina o filme. O publico sul americano ajuda à festa, mesmo que haja quem pense que não, entregando-se de corpo e alma as canções e à mensagem deveras politica que vem do palco. É de facto bom ver que apesar de todo o sucesso e encontros com papas e bushs Bono não perdeu o dom da palavra e o sentido do que é correcto e vale a pena lutar para conseguir. Uma experiencia gratificante.

2-Este ano pelo menos dois bons albuns de estreia para já. Vampire Weekend e Hercules and Love Affair, ambos com albuns homonimos. O primeiro pop rock solarengo de qualidade, o segundo mais um lançamento Dfa, com obvias inspirações no bom disco-sound dos finais de 70, inicios de 80, com a voz de Antony , o dos Johnsons, a pontuar varios temas. A descobrir.

3-Fazendo concorrencia a Gui Boratto no prestes a abrir Gare e a Roni Size e ao grande Andy C, no Sá da Bandeira, vou estar no Radio Bar em Miragaia dia 24, quinta-feira, vespera da revolução. Para quem não for fã de algo assim tão dancavel como os nomes acima citados ou queira beber um copo antes para aquecer, com a companhia de, espero eu, boa musica, apareçam. Não se preocupem, lá não passo hip hop...Das onze e qualquer coisa as 4 da manha...
E porque dia 19, sabado, o Pedro, boa pessoa e dono do respectivo Radio Bar faz anos, e a musica é da responsabilidade do Rum Soundsystem da Radio Universitaria do Minho, porque não aparecer tambem?

DIG!!! MORCHEEBA DIG!!!

Mau, é o adjectivo que encontro para qualificar o último álbum dos Morcheeba. Nunca fui um fã incondicional, mas houve alturas, com os lançamentos do “Big Calm” e do “Charango”, em que me tornei um admirador deste trio inglês. Após estes anos, ouço este álbum e simplesmente faço um "shift+del" no meu computador, não dando hipótese sequer de ir para a Reciclagem!

Já um álbum que me está a surpreender é o dos Breeders! Parece que estou a ouvir o “Last Splash” no longínquo ano de 1993 (é verdade, já lá vão 15 anos..) Ouvir aquele baixo e a sensual voz deTanya Donelly é sempre revitalizante para a labuta diária. Estou ansioso por assistir ao concerto no verão, uma das bandas que já gostava de ter visto há muito tempo.

“Dig!! Lazarus Dig!!! é o último trabalho do Nick Cave & The Bad Seeds, e que grande álbum! Não tenho contemplações em afirmar que é seguramente uns dos melhores álbuns da longa e rica carreira deste australiano. Músicas longas, letras elaboradas e histórias que só o Nick Cave é capaz de inventar, são naturalmente a imagem de marca deste 14ºálbum. Já o projecto paralelo Grinderman não me entusiasmou por aí além, tirando claro o single “No Pussy Blues”.
Está em forma o grande Nick, e como tal não falhará a sua presença no Porto, como nunca falhou, ao contrário de algumas bandas…

Dia 22 de Abril lá estaremos no coliseu no Porto!

Jesus on The Moon

I stepped out of the St. James hotel
And I left you behind curled up like a child
A change is gonna come
And as the door whispered shut
I walked on down the high-windowed hall

You lay sleeping on the unmade bed
The weatherman on the television in the St. James hotel said
That the rains are gonna come
And I stepped out on the streets
All sparkling clean with the early morning dew

Maybe it was you or maybe it was me?
You came on like a punch in the heart
Lying there with the light on your hair
Like a Jesus of the moon
A Jesus of the planets and the stars

Well, I kept thinking about what the weatherman said
And if the voices of the living can be heard by the dead
Well, the day is gonna come when we find out
And in some kind of way
I take a little comfort from that
Now and then

'Cause people often talk about being scared of change
But for me I'm more afraid of things staying the same
'Cause the game is never won
By standing in any one place
For too long

Maybe it was you or maybe it was me?
But there was a chord in you that
I could not find to strike
You lying there with all the light in your hair
Like a Jesus of the moon
A Jesus of the planets and the stars

I see the many girls walking down the empty streets
Maybe once or twice one of them smiles at me
You can't blame anyone for saying hello
I say heyI say hello… I say hello…
Will it be me or will it be you?
One must stay and one must depart
You lying there in the St. James hotel bed
Like a Jesus of the moon
A Jesus of the planets and the stars

I say hello... hello... hello...


07 abril 2008

Pentágono

Como já aqui tinha escrito está de volta o colectivo dealematico, com 'V Imperio', que sucede a 'Dealema'. Para quem não sabe os Dealema são um colectivo com dez anos (como se explica em '3650' um dos temas do novo album), o que os torna uns autenticos veteranos do hip hop nacional, apenas ultrapassados em longevidade pelos Mind Da Gap e pelos Da Weasel. Foi alias nos albuns de MDG que o colectivo primeiro chamou a atenção. Mas se de inicio eram os protegidos dos MDG, cedo se afastaram da sombra e foram palmo a palmo subindo em qualidade e tambem subindo no carinho do verdadeiro publico de hip hop em Portugal.
Felizmente que desta vez não nos fizeram esperar tanto tempo pelo album, é curioso reparar que antes do primeiro album havia ja varios albuns a solo ou em outras parcerias de membros do pentagono. E quem são eles?
Dj Guze, membro mais discreto do colectivo, pontua com o seu scratch alguns dos temas e é mais fundamental nas actuações ao vivo do projecto. Maze, bastante discreto tambem, é juntamente com Guze o unico que não que não produz instrumentais para o grupo, mas contribui com rimas certeiras. Expeão, que vem de origens rock, tendo participado em projectos do genero, é talvez o membro do colectivo com maior evolução. De rimas não particularmente inspiradas até ao nivel apresentado agora vai uma diferença abismal, até a nivel de flow. Neste album, que para si vem depois de um album a solo com boa aceitação critica e de publico, chama até para si a produção de 2 temas, um deles um dos melhores do album, 'Portugal Surreal (Fado, Fatima e Futebol)'. Fuse, de todos o meu liricista favorito, com as suas rimas azedas, surreais ou apenas corrosivas, mas sempre com cerrado sotaque do Porto, ou não fosse oriundo tal como Expeão do bairro de Ramalde, bem no meio do Porto, é dos mcs mais respeitados em Portugal, com grandes capacidades de rima e de improviso, sem medo de dizer as verdades e de chamar as coisas pelos nomes. Conta no curriculo com 3 albuns a solo de nivel elevado, principalmente o segundo 'Sintoniza' e o 3º, o projecto instrumental 'Inspector Morbido', totalmente produzido por si. Talvez por as suas produções serem mais negras que o habitual nos Dealema, chama a si a responsabilidade da produção de batidas apenas por duas vezes neste album, uma delas no intro 'Portal do Templo'.Last but not least Mundo, senhor de um flow rapidissimo e tambem uma especie de padrinho e protector do hip hop underground do norte, tamanha é a sua lista de produções em albuns alheios, será juntamente com Sam the Kid o mais proficuo produtor nacional. Produziu inteiramente a colectanea 'O Lado Obscuro', que tinha novos valores da zona norte como Berna, Rey ou Barrako 27. Tem um album a solo de grande valor e um projecto mais antigo com Expeão, tambem editado. Neste album, à semelhança do anterior é quem produz mais temas, 10 dos 17. O album conta com as partipações de Marta Ren (dos Sloppy Joe) que repete a presença no primeiro single 'Sala 101' (referencia a '1984' de George Orwell), os produtores Alpharecarga e D-One, que honestamente desconhecia, que produzem cada qual uma faixa e claro dos Mind Da Gap que participam em 'Fora de Serie', produzido por Serial.

'Quando ouvires Dealema mano,
Grita : grande cena!'

03 abril 2008

Festivais de Verão

Meus caros, aproximam-se os festivais de verão e haverá certamente muita escolha, essencialmente lá por fora...
Cá dentro, se não quisermos sair da invicta, teremos o super bock super rock que, não fossem os morcheeba, só me dava era vontade de rir esta edição aqui no Porto. Se nos aventurarmos em atravessar o Douro, podemos então assistir ao festival Marés Vivas que apresenta um cartaz deveras interessante, com os Cult, os "Doors", Prodigy e Peter Murphy. Quem diria??
Se cometermos a loucura e andar mais uns quilómetros e respirar natureza, então aí podemos ouvir uns Sex Pistols renascidos (parece-me mais falta de dinheiro o que os traz à estrada...), os primal scream, dEUS, Thievery Corporation e Kusturika no fabuloso anfiteatro natural de Parede de Coura.
Também para os lados do Minho, em Viana do Castelo, já se agita o anti-pop com um cartaz que já conta com supermayer, Tiefschwarz, Gabriel Ananda e os que estão ainda por confirmar. Era em grande se viessem os imperiais Booka Shade, com o seu último registo "Planetary/City Tales". Este ano não falho presença neste.
Depois há os festivais de Lisboa, com o super bock, o Alive e o Rock in Rio. O super bock super rock já conta com alguns nomes sonantes como o Beck, Digitalism, Iron Maiden, Duran Duran. No rock in rio temos uma edição com os Metallica, pela frequência devem gostar mesmo do nosso rectângulo, os 2 Many Djs, Muse, Kaiser Chiefs entre outros.
Relativamente ao festival alive já ouvi muitos nomes, mas poucas confirmações. Pelo o que o joão me disse, especulava-se por aí que os Radiohead iriam dar aqui uma saltada antes de partirem para a digressão americana. Era bom não era?


Para quem gosta de música de dança e electrónica, deixo-vos um site que é uma autêntica base de dados, com notícias de digressões, lançamentos e pontuações de álbuns, biografias, etc de tudo o que se mexe em termos de electrónica e minimal.

www.residentadvisor.net/

And now something completely different…


Estou absolutamente indignado com as boas vindas que deram ao meu amigo Branco. É senso comum (universalmente distribuido como advogou René Descartes) que a divergência de opiniões fortalece a comunicação e acelera a resolução de problemas. Eu humilde ouvinte e espectador de alguns concertos neste périplo (que este ano comemora 15 anos) de norte a sul do país sempre há procura de onde se pode sentir a partilha de alguns fãs perante uma qualquer banda. Irrita-me igualmente a percepção que reina hoje em dia de que os concertos não são partilha e comunhão mas uma simples manifestação monetária de quem pode estar… num limite “wanna be” que está a atingir limites do intolerável. Há tempos atrás na terceira vez que vi Gotan Project (sozinho… e quem me conhece sabe como odeio ver concertos… ir ao cinema… ver teatro… sem no fim poder partilhar o que se acabou de passar com quem mais gosto… isto é convosco família de amigos…) saí com a nítida sensação de que tinha sido roubado emocionalmente por um bando de adolescentes que só entendem o que é ver concertos de 40 minutos em festivais. Neste prisma não podia concordar mais com o meu amigo Branco.
Em relação ao resto respeito o estilo porque nesta democracia perene, baseada em revoluções imaginárias que de facto nunca aconteceram… neste país de sensacionalismos ocos de responsabilidade… neste país da muito propalada ignorância infanto-juvenil… neste país que também somos nós co-responsáveis pela decadência… temos que nos respeitar mutuamente nos gostos, estilos e incongruências. Peço por isso mais contenção… mais tolerância… para todos os que pensam diferente. A liberdade de expressão é exactamente o que estamos a pugnar (alguém me elucide do contrário caso esteja enganado) dentro desta pequenina estante.
Com ataques pessoais e listagens pueris de “modus operandi” não vamos de certeza resolver os problemas e fortalecer amizades. Peço compreensão para que esta situação não se repita…
Como diz o povo “Presunção e água benta cada um toma a que quer”! E nós?

Atrasados (mas sempre a tempo...)

Como grande fã e 'divulgador' de hip hop faço desde já o meu mea culpa por só agora falar sobre estes dois albuns, editados ainda em 2007 mas que só me convenceram a ouvi-los com atenção agora em 2008. Falo de 'The Cool' de Lupe Fiasco e '8 Diagrams' dos Wu-Tang Clan.
Lupe regressa depois da estreia 'Food & Liquor'. Ao contrario do que possa parecer pelo titulo desse primeiro album Lupe faz parte de uma serie de mcs mais 'conscientes', que evitam a abordagem normal de mulheres drogas e violencia de alguns rappers. Como ele Common, Talib Kweli ou Kanye West, talvez o maior ponto de referencia de Lupe, pelo gosto pelas orquestrações e samples soul e funky. Ate no convidar de vozes mais pop rock como no belo single 'Superstar'.
Ja os Wu-tang, dispensam apresentações, até porque ja falei deles aqui. Segundo disco com o colectivo reduzido a 'apenas' 8 (!!) elementos depois da morte de Ol'Dirty Bastard, um belo album de uns senhores que nada tem a provar e que tem por direito proprio um lugar na historia do hip hop. Grandes temas abundam e há ate um apropriar de 'While my guitar gently weeps', famosa composição de George Harisson para os Beatles, aqui transformado em 'The heart gently weeps' e com participação vocal de Erikah Badu e a guitarra de John Frusciante, membro de uns tais Red Hot Chili Peppers. Estamos aqui a falar de alguns mcs do mundo como Gza, Ghostface Killah ou Method Man, que provam ao mundo estarem em boa forma e ainda com muito para dizer.

Ps : Não gostaria de ver este blog a passar para o nivel do insulto mais vezes. Obrigado.

02 abril 2008

Divagações E Sim, Um Bocadinho De Musica...

Antes de falar de musica algumas notas sobre o mais polemico post de sempre da estante, cortesia do primeiro senhor a assinar com pseudonimo aqui, Crystal Rat. Ao que parece o senhor ficou deveras irritado com a plateia no concerto dos Portishead em Lisboa, ao ponto de nem ser facil perceber se gostou afinal ou não do concerto...Não estava em Lisboa para ver, mas ja vi muitos concertos em Lisboa ( o centralismo assim obriga...) e vi o concerto do Porto e em parte concordo. Mas tambem sei ver que estavamos a falar de um concerto de uma banda qua não tocava ha dez anos e que diz, ao que parece, muito ao publico portugues. Não serve de desculpa, mas ajuda a explicar tanto berrinho, tanta palma. Ainda gostamos e muito de Portishead, não foi uma moda.
Não gosto que cantem ao meu lado nos concertos se for alto, mas há concertos e concertos. Se é verdade que a meio de 'Glory Box' ninguem quer ouvir cantar sem ser a voz do palco, quando este ano tiver o prazer de ver pela primeira vez Rage Against The Machine não me incomodo e talvez ate eu solte um 'Fuck you I won't do what you tell me!', da mesma maneira que em concertos rock varias são as bandas que incitam as palmas sincronizadas da audiencia desde os velhinhos Metallica ate por exemplo e para falar so de bandas que ja vi, os Franz Ferdinand.
Depois o publico portugues...bem ha varios exemplos de relações especiais entre publico nacional e artistas que falam por si ( dEUS, Morphine, Nick Cave, Placebo, Pearl Jam, Smashing Pumpkins...) e mais uma vez falando apenas do que vi posso referir os dois concertos que vi o ano passado de Artic Monkeys, primeiro em Lisboa depois em Vigo para dizer que gostei muito mais do publico no primeiro, e a banda tambem, era visivel na sua expressão, o que levou ate que os espanhois ouvissem algumas bocas semi azedas de Alex.
Depois a questão encore... bem os encores serão sempre polemicos...Para o Crystal Rat são uma forma de agradecer ao publico...será?O alinhamento de Lisboa e Porto foi o mesmo, pela mesma ordem...nenhum dos publicos mereceu mais?Talvez, mas então e os Strokes que so ao fim de anos passaram a fazer encores e sempre so um, não gostam de publico nehum? Ou os Artic Monkeys que em toda a sua ultima digressão so por uma vez fizeram, por poderem contar com Dizzee Rascal que havia actuado antes tambem? E em relação as luzes acesas, apenas um episodio. Concerto de dEUS no Hard Club, primeiro na cidade do Porto, ja depois de Tom Barman ter resgatado um stage diver empurrado pelos seguranças para o chão, parando a musica, o final do concerto. Dois encores, o segundo bastante longo. Luzes acesas, roadies desmontam o palco. Publico não arreda pe, histeria (aqui sim...) colectiva, mas nada de bailaricos que tambem não gosto e não estamos aqui a falar de Marantes nem de Shakiras que quem ouve isso não ouve Portishead ou dEUS, e eis que Tom Barman e Klaas aparecem, munidos so de instrumentos acusticos para uma ultima musica de despedida.Se calhar poucos ouviram este violino assim....Mas isto não tem nada a ver com o progresso do pais nem o benfica não ser campeão...Temos coisas boas e outras mas como todos os outros. E já agora vou falar de musica...

...Nacional!Hip Hop pois claro!2008 parece ser mais um ano de conquista para o hip hop portugues e ha coisas novas para ouvir... depois de um surpreendente Halloween em 2007, regressa agora Regula com uma mix-tape 'Kara Davis' com participações de peso como Sam the Kid, que tambem re-edita 'Practica(Mente)', com cd extra de bonus, vale a pena se não tiverem, é o melhor album de hip hop portugues de sempre. Outros valores prometem regresso. No final do ano Valete, o mais politico de todos os rappers portugueses, ironicamente mediatico agora que fez uma canção sobre Paulo Bento do seu Sporting...e tambem o grande colectivo nortenho Dealema de Maze, Expião, Guze, Mundo e o grande Fuse regressa com 'V Imperio' ao que parece ja em Abril. Bota Sentido!
E já que falei dos outros dois, Porto campeão outra vez, ja esta semana!

Compras 2008

Março :

Cd :

Va 'Fabric by Robert Hood'
Va 'Defcom Records/Osiris Music Showcase mixed by Kryptic Minds & Leon Switch'
Sonic Youth 'Daydream Nation'
Nick Cave & The Bad Seeds 'Dig!!! Lazarus Dig!!!'

Vinil :

Primal Scream 'Sometimes I Feel So Lonely'
Blackstrobe 'I'm A Man'
Blackstrobe 'Shinning Bright Star Ep'
The Cure 'Pornography'
Hot Chip 'Ready for the Floor'
Skream 'Skreamizm vol. 4'
Skream 'Midnight Request Line'
Queens of the Stone Age 'Make It Wit Chu'
Beastie Boys 'Best of Grand Royal 12'''