29 março 2008

Concerto de Portishead em lisboa.

Pois… Serei o único a dizer que o publico que assistiu o concerto em Lisboa é bastante infantil e histérico???
Curtir e ficar emocionado com o concerto é mesmo isso apenas, curtir e sentir a musica cá dentro. Não ter berrinhos histéricos a todo o momento… O espectáculo eram os Portishead e não nós audiência!!! Mas também me parece que quem esteve lá, quando os Portishead lançaram o Dummy em 1994, ainda usava fraldas, ou pior são uns freaks intelectuais à Lisboa que é muito cool ouvir musica “diferente”, ou é aquele pessoal que trabalha nessas empresas de M***A e tem montes de dinheiro mas pouco cérebro na tola!!!

Há regras básicas de assistir um concerto, para respeitarmos a banda, e quem pagou o bilhete para assistir o concerto:
1º - Nada de gritinhos nem palmas no meio das músicas, não estávamos a assistir a nenhuma boys band em que as rapariguinhas gritam que nem histéricas por tudo e por nada! Os Portishead foram das primeiras bandas a banir o conceito de estrela rock, muito patente em certas décadas musicais.
Houve certas músicas que foram completamente arruinadas por causa da histeria colectiva, eram momentos predominantes na música, e momentos intensos…
2º Essa mania dos lisboetas querem fazer de tudo um bailarico de aldeia nunca percebi, não se bate palmas nos meio das músicas a tentar acompanhar a musica, se querem festival ou baile vão para o sítio apropriado…
3º NÂO CANTEM AS MUSICAS!!! Eu paguei o bilhete para ouvir a magnifica voz da Beth Gibbons e não uma cambada de anormais que pensam que cantam muito bem mas so conseguiram estragar tudo…Concorram ao Ídolos e deixem-me em paz…Que infantis e egocêntricos… EU REPITO: O espectáculo eram os Portishead e não nós audiência!!!
4º Deixem acabar as músicas na totalidade, não batam palmas enquanto alguém em palco está a tocar alguma coisa!

De resto o concerto foi bastante conseguido, é certo que os Portishead estão agora numa onda mais intimista, pena é que o pessoal não tenha percebido isso, que aquelas letras e aquela musica não merecia ser tratada assim…
Mas há tantos anos em Lisboa ainda não me habituei…

Ah já agora podem-me chamar os nomes mais feios do mundo, até ressabiado… mas é a minha opinião, e como todas as outras vale o que vale…

28 março 2008

Flip Flip...Flip like That!

Antes

Dez anos depois, os Portishead estão de regresso. Onze anos depois do ultimo album de originais, dez depois da ultima tour, que incluiu o até agora unico concerto em Portugal, na segunda edição do festival Sudoeste. Na altura, não obstante a presença no cartaz de Cure, Placebo, Pj Harvey, Fun Lovin' Criminals ou Sonic Youth, fiz a deslocação até à Zambujeira (de autocarro e sem os 'confortos' que as ultimas edições oferecem aos festivaleiros) exclusivamente por causa destes senhores, e diva.
Presentearam aquela que ate hoje continua a ser a maior enchente de um Sudoeste (falou-se em 40 mil pessoas) com um concerto de outra dimensão que soube até contornar o obvio, que aquele não era o palco ideal para a sua musica. Conseguiram agarrar senão toda, mais de 90% da assistencia, coloca-la em silencio para ouvir aquela que, me perdoem todas as outras e respectivos fãs, é a melhor voz feminina, secundada por um pequeno grupo de instrumentistas de eleição regidos pelo maestro Geoff e seu maravilhoso scratch. Sera que quem gosta ja deu conta da enorme influencia do hip hop e das suas tecnicas na musica deles?

Agora

Casa cheia de devotos fãs para o arranque da digressão (tres dias antes ja ca estavam a ensaiar, é bom ver que ha quem retribua um carinho especial a quem da um carinho especial, ao contrario por exemplo de uns Radiohead que parecem querer ignorar de novo Portugal, agora que são por todos escolhidos como a mais importante banda...não se lembram de onde estrearam o epico 'Ok Computer' ou onde rodaram as canções ainda por editar de 'Hail to the Thief' em 5(!!) concertos esgotados? Adiante...Outro belo concerto, numa sala muito mais condizente com o som da banda. Efeito tão bombastico era impossivel, mas não desmereceu. Obviamente mais emoção e entrega do publico nas musicas classicas como 'Glory Box', 'Roads' ou uma belissima 'Over', mas bom alinhamento a percorrer grande parte do novo album (8 de 11 musicas), algumas com resultados entusiasmantes, como 'Machine Gun', 'Threads' ou 'We Carry On', super electronica e ultima musica do concerto.

O disco

Ainda precisava de mais audições para poder ter uma opinião final e não queria estar na pele daqueles que vao ter que dar nota ao album em publicações...mas ja tenho varias de que gosto bastante, acho que funciona enquanto peça, o que é importante e nem sempre acontece num album, e saudo a coragem e vontade de arriscar, principalmente de quem podia precisamente fazer o contrario. E a voz de Beth, bem, inigualavel.

20 março 2008

Hip Hop Classics (9)

Notorious B.I.G. - Ready to Die '94

'I'm slamming niggaz like Shaquille, shit is real
When it's time to eat a meal I rob and steal
'cos Mom Duke ain't giving me shit
so for the bread and butter I leave niggaz in the gutter
Huh, word to mother, I'm dangerous
Crazier than a bag of fucking Angel Dust
When I bust my gat motherfuckers take dirt naps
I'm all that and a dime sack, where the payback?'

Christopher Wallace, aka Biggie Smalls, aka Notorious B.I.G., morreu assassinado com apenas 24 anos em 1997, deixando para tras apenas dois albuns, 'Ready to Die' de '94 e 'Life after Death' de '97, mas isso não o impediu de ser o mais influente mc de todos os tempos, de equilibrar a batalha entre west coast e east coast que na altura pendia para a west e que este rapaz de muitos quilos de Brooklin, New York, fez voltar a pender para a east, juntamente com Nas, Wu-Tang Clan ou Jay-Z, seu protegido quando ainda era vivo e desde ai seu discipulo assumido.
E o que fez isso acontecer, já que Biggie não era propriamente bem parecido ou comercial, e mesmo assim esta estreia em '94 foi quadrupla platina nos states?

'She mad because what we had didn't last
I'm glad because her cousin let me hit the ass'

Talvez o facto de provavelmente ser o mc mais dotado de todos os tempos com um flow superior ate aos melhores cantores e uma criatividade nas rimas que asombrava. Esteja ele a falar de mulheres, armas, assaltos, vida na rua, receios, assuntos pessoais ou da sua infancia e relação com a mãe, tudo temas focados no album, parece que somos transportados para dentro da historia, como se de um filme mental se tratasse.Talvez o facto de ter deixado dois albuns perfeitos.Talvez ate o ter sido assassinado.

'I love it when they call me Big Poppa
I only smoke blunts if they roll propa'

A verdade é que ainda hoje, o dialogo que trava consigo proprio em 'The Loot', é um marco do hip hop, parece impossivel acreditar que não há outro mc na faixa! Classicos no album são aos montes,com as produções de Easy Mo Bee, Sean 'Puffy' Combs (nos seus tempos aureos, longe das patetices de P.Diddy, a sua encarnação de agora) ou do mestre Dj Premier, a servirem de base perfeita as rimas que literalmente cuspia no mic. Ainda hoje soam frescas.
Nem a serie de albuns postumos a tentar explorar o filão foram suficientes para abanar o mito, deste senhor. Rest in Peace Biggie!

'When it comes to sex, I'm similar to the thriller in Manila
Honeys call me Bigga the condom filler
Whether it's stiff tongue or stiff dick
Biggie squeeze it to make shit fit, now check this shit
I got the pack of Rough Riders in the back of the Pathfinder
You know the ep along by James Todd Smith
I get swift with the lyrical gift
Hit you with the dick, make your kidneys shift'

Word.

Apenas mais um classico

Depois de adquirir em vinil 'Pornography' dos The Cure, editado originalmente no ja longinquo ano de 1982, voltei a ouvi-lo, mais que uma vez. Juntamente com 'Disintegration', de 89, faz quanto a mim a obra absolutamente essencial dos Cure. É daqueles albuns que obviamente ouvi muito depois de sair, por volta de 93 ou 95, quando era já fã bastante devoto deles mas mesmo assim surpreendeu-me, conquistou-me.Talvez nunca conquiste em mim o lugar de 'Disintegration' porque foi o primeiro que ouvi e devorei durante meses a fio, mas tem lugar especial reservado.
São apenas 8 faixas, todas tendencialmente longas (nenhuma abaixo dos 4 minutos), todas com letras a variar entre o suicida, paranoico, depressivo, todas acompanhadas por uma sonoridade que ate para os Cure dos dois albuns anteriores( 'Seventeen Seconds' e 'Faith') era claustrofobica, quase minimal as vezes. Nenhuma faz parte dos classicos habitualmente referidos neles, mas o album sim é constantemente referido, o que quer dizer muito. No entanto para mim faixas com 'One Hundred Years', 'The Hanging Garden', 'A Strange Day', 'The Figurehead' e 'Siamese Twins' fazem parte da minha discografia obrigatoria e senti que esta era uma boa altura para o partilhar, quando parece que eles ainda enchem pavilhões...

12 março 2008

Breve

Ja tive a primeira audição do novo de Portishead (que bonita é a internet...) ,mas de reconhecivel apenas a voz de Beth Gibbons, tudo o resto parece ser bastante diferente...mais algumas audições e prometo voltar aqui ao tema 'Third'. Ainda antes do concerto de 26 de Março para o qual tenho bilhete. Dez anos depois do Sudoeste vou voltar a ve-los ao que parece sem a dita senhora de cigarro na mão! Expectativas em alta, bem como para o album, a carreira deles até ao momento é simplesmente inatacavel. A ver vamos...

Lyrics of Fury Vol.8

Falsos Amigos by Ace e Presto (Mind Da Gap)


Falsos amigos não preciso, dispenso a vossa inveja
Nunca hei-de vos ligar puto, seja pelo que seja
Quem fala nas minhas costas, respeita-me a cara
Para serem porcos a sério juntem-se logo a uma vara
Quem é meu amigo, eu reconheço e respeito
Agradeço por tudo, guardo sempre no meu peito
Não tem jeito nenhum já me conheceres agora
Porque viste uma foto nossa no jornal à uma hora
Interesseiros não me interessam, estão condenados
Ao desprezo, não passam de inimigos disfarçados
Falsos, invejosos, até aos ossos, hipócritas
Dás-me uma mão, com a outra espetas-me nas costas
Respostas pás minhas perguntas eu procuro
De futuro já sabes, desiste porque eu estou seguro
Falas do que não sabes, só causas entraves
O respeito por ti caiu como na Amazónia aves
Todos os tivemos a não ser eles próprios
Falsos como notas de 5000 nojentos como mictórios
Penetram-se como supositórios eles chegam a ser tão impessoais como cartórios
Falsos amigos verdadeiros inimigos é igual
Era normal, agora queres-nos juntos como pimenta e sal
Na mesa mas debaixo divides como um cacho de bananas
Comido por macacos nas Bahamas
A aura que emanas não convence
És baixo como o Prince, confiei em ti e tiras o que me pertence

Falsos amigos são fingidos, estamos protegidos contra inimigos
Eles baralham-te os sentidos, trazem-te sentimentos distorcidos,falsos amigos

Um amigo não te apresenta facturas pelo que faz por ti
Tem respeito, não se esconde quando se ri de ti
Caguei pra ti, sou real e verdadeiro
Hoje sou herói, mas ainda ontem era azeiteiro
És foleiro, estranho como um estrangeiro
Sou dono do meu mundo no qual tu és forasteiro
Não tem significado, o que dizes está errado
Devias saber que não vales um tostão furado
Por outro lado estou contente, agora está assente
Não vou em conversas
Não precisam de ter pressas
Tanta graxa que dás, tornarias as nuvens pretas
Dantes não era assim, tu só tens tretas
Outros são o contrário, dantes tudo bem agora tudo mal
São tão vulgares como água num arrozal
Querem a tua ajuda mas não te dão hipótese
Dão uma mão mas não passa de uma prótese
Um amigo não te defende e elogia com a mentira
Ofende com a verdade por muito que esta te fira
Um amigo não finje que não te conhece num dia
Para noutro pedir um favor, sabe que precisa
Falso, quando te vejo, um escorpião vem-me à ideia
Assemelhaste a uma aranha que espera na sua teia
És falso, com 2 caras, 2 poses, 2 atitudes
Mind da Gap não te gramam mesmo que nos chamem rudes
Mind da Gap não te gramam mesmo que nos chamem rudes...

Falsos amigos são fingidos, estamos protegidos contra inimigos
Eles baralham-te os sentidos, trazem-te sentimentos distorcidos,falsos amigos

Mind da Gap não te gramam mesmo que nos chamem rudes...

11 março 2008

Mestres Sem Cerimonias

O hip hop nacional está a entrar na fase da adolescencia, e uma das bandas mais antigas, carismaticas e pioneiras tem até direito aquele que é provavelmente o primeiro best of do genero editado em Portugal.
Está nas lojas 'Matéria Prima' (1997-2007)' dos nortenhos Mind Da Gap, que reune uma selecção de temas dos seus 4 albuns, a saber, 'Mestres sem Cerimonias', 'A Verdade', 'Suspeitos do Costume' e 'Edição Elimitada' e lhes junta 3 inéditos.
Apesar de sempre ter tido uma embirração com a postura dos seus 3 membros, Presto, Serial (no inicio C-Real, numa clara alusão a B-Real, mc dos Cypress Hill) e pricipalmente Ace, frontman e pricipal liricista do projecto, potenciada pelo facto de frequentemente os encontrar na minha e deles querida invicta cidade, sempre soube separar isso do trabalho musical deles e sou um fã desde o inicio, antes ainda do primeiro album, em '95 com o seu primeiro ep.
E as razões para isso estão bem expostas nesta compilação, com bons temas em grande numero, letras de qualidade e alguns dos classicos e expoentes maximos do hip hop nacional a aparecerem. E se no cd 1 algumas das produções mais recentes e temas mais comerciais como 'Bazamos ou Ficamos' deixam a desejar quando comparados com temas mais fortes e underground do inicio como 'Falsos Amigos' ou 'Triade Nuclear', no segundo cd de instrumentais que surge como bonus de uma edição especial podemos conferir a mais valia que representa para um projecto hip hop contar com um bom produtor. Neste caso um excelente produtor, ao nivel do melhor que por lá fora se faz e em Portugal apenas comparavel a outro excelente criador que por acaso ate rima tambem, Sam The Kid. Serial prova neste cd que as suas batidas resistem mesmo sem mcs e este cd vale a compra da compilação para os fas que ja tem os albuns. E pode muito bem ser uma surpresa para 'esses tais intelectuais, não percebem rimas, só instrumentais' de que falava Sam e que só o ouviram quando lançou 'Beats vol.1- O Amor', projecto tambem ele instrumental. A ouvir sem receio.

08 março 2008

portishead - third (2008)

Dez anos depois recebo uma mensagem no gmail do meu grande amigo Branco com o link para o novissimo dos Portishead. É assim amigos... há uns que dizem que compram bilhetes para os amigos e há outros que realmente se preocupam. Como eu me preocupo com os poucos mas bons leitores deste blog aqui vai...



cortesia do blog kokoro no dia 07.03.2008!

03 março 2008

Lyrics of Fury Vol. 7

Wake Up by Zack de la Rocha (Rage Against The Machine)


Come on!
Come on

Although ya try to discredit
Ya still never edit
The needle, I'll thread it
Radically poetic
Standin' with the fury that they had in '66
And like E-Double I'm mad
Still knee-deep in the system's shit
Hoover, he was a body remover
I'll give ya a dose
But it'll never come close
To the rage built up inside of me
Fist in the air, in the land of hypocrisy

Movements come and movements go
Leaders speak, movements cease
When their heads are flown
'Cause all these punks
Got bullets in their heads
Departments of police, the judges, the feds
Networks at work, keepin' people calm
You know they went after King
When he spoke out on Vietnam
He turned the power to the have-nots
And then came the shot

Yeah!
Yeah, back in this...
Wit' poetry, my mind I flex
Flip like Wilson, vocals never lackin' dat finesse
Whadda I got to, whadda I got to do to wake ya up
To shake ya up, to break the structure up
'Cause blood still flows in the gutter
I'm like takin' photos
Mad boy kicks open the shutter
Set the groove
Then stick and move like I was Cassius
Rep the stutter step
Then bomb a left upon the fascists
Yea, the several federal men
Who pulled schemes on the dream
And put it to an end
Ya better beware
Of retribution with mind war
20/20 visions and murals with metaphors
Networks at work, keepin' people calm
Ya know they murdered X
And tried to blame it on Islam
He turned the power to the have-nots
And then came the shot


What was the price on his head?
What was the price on his head!


I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard a shot
I think I heard, I think I heard a shot

'He may be a real contender for this position should he
abandon his supposed obediance to white liberal doctrine
of non-violence...and embrace black nationalism'
'Through counter-intelligence it should be possible to
pinpoint potential trouble-makers...And neutralize them,
neutralize them, neutralize them'

Wake up! Wake up! Wake up! Wake up!
Wake up! Wake up! Wake up! Wake up!

How long? Not long, cause what you reap is what you sow

Compras 2008

Fevereiro :

Cd:

Va 'Fabriclive by Dj Craze'

Vinil :

Lusine Podgelism 'Select Remixes'
Ada 'Fizzmann'
Dusty Kid 'Anatome Ep Vol1'
Skream 'Midnight Request Lines (Zinc Remixes)'
U2 'Achtung Baby'
Public Enemy 'It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back'
The Strokes 'Hard to Explain'