30 maio 2007

jeff buckley - last goodbye

Se o Jeffrey Scott Buckley estivesse entre nós teria hoje 40 anos. Provavelmente com inumeros álbuns deliciosos cheios de canções intemporais. Deixou-nos há 10 anos. Deixou-nos o "Grace". Deixou-nos. Órfãos. Em jeito de homenagem a um dos músicos mais importantes da nossa geração...

Last Goodbye

“This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die.
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.

Well, this is our last embrace,
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this wall?
Baby, maybe it's just because I didn't know you at all.

Kiss me, please kiss me,
But kiss me out of desire, babe, and not consolation.
Oh, you know it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry, this is our last goodbye.

Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?

Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over.”

28 maio 2007

live pt2

Acordo com 38.5 de febre, ainda falta a viagem de camioneta de 300 km, não vai ser fácil. Mas não posso faltar, não vou faltar. A viagem nem corre mal, a febre está a passar despercebida.
Fora da sala pessoas oferecem pequenas fortunas por um bilhete, mas não vou vender, não posso faltar. O concerto começa com euforia imediata, comunhão total entre banda e publico. A febre manifesta-se e tenho que abandonar a plateia e procurar um sitio mais recatado na bancada. É de lá que vejo Eddie trepar pelas torres de som no crescendo instrumental que irá levar à apoteose o publico. Não sinto a febre outra vez até regressar à camioneta.
'Porch', Pearl Jam, Dramático de Cascais, 1996

Capital da cultura. Um concerto de encomenda.
Um colectivo bem recente é convidado para sonorizar um filme-mudo, 'The Man With The Movie Camera'. A sala, cheia, recebe com surpresa os sons preparados para o efeito, enquanto absorve as imagens que vão desfilando rapidas, quem diria que este filme é tão antigo?
O final recebe 'standing ovation' e ela mantem-se ate que a banda regresse para tocar alguns dos temas do seu primeiro e à altura unico album. O jazz ganha novos adeptos.
'Ode To The Big Sea', The Cinematic Orchestra, Coliseu do Porto, 2001

Meses antes, voltei a ir sozinho a um concerto. Sem a insegurança da primeira vez, até já era dos mais velhos da plateia. Banda englobada, injustamente, numa moda que passou rapidamente, justamente.
Concerto energico, agressivo, muito suor na plateia. Devoção à banda que apresentava o seu ultimo registo que alargava o seu espectro de sons e passava para outro campeonato, que me tinha conquistado. Ao segundo tema já o vocalista fazia 'stage-diving' e depois voltaria a trepar pelas paredes da sala, levando os varios adolescentes presentes a loucura.
A mim fizeram-me ainda mais efeito os novos temas, hipnoticos.
'Feiticeira', Deftones, Coliseu do Porto, 2001

Anos e anos de amor ao hip-hop. Concertos? Nem vê-los se não contar com os portugueses. Os promotores demoraram uma eternidade a perceber o potencial desta musica. Nada de admirar.
Os primeiros nomes a virem pertencem ao hip-hop mais comercial, como seria de esperar. Para alem disso a capital é o destino de eleição e nada disso me espanta também. O que me espanta é estar no Porto, numa sala muito bem composta a ouvir este jovem prodigio a debitar as suas rimas numa atmosfera de festa, com varios visiveis conhecedores como eu. Finalmente vejo um dos meus preferidos do hip-hop e na altura certa e no Porto!
'I Luv U', Dizzee Rascal, Casa da Musica, 2007

Dez anos depois vou voltar a vê-los. Antes do concerto pouca emoção, que já não são tão importantes na minha vida como tinham sido.
Mas com o passar dos temas a emoção cresce e relembro porque gosto tanto deles, porque foram tão importantes. Sinto que a minha geração está ali, à minha volta, e que sabe de cor os temas como eu, vibra como eu. Talvez por isso o momento mais marcante, já em encore quando fazem uma cover já bem conhecida, com as luzes da sala acesas e todos a cantar e a poderem ver-se olhos nos olhos. Como um grande concerto de amigos para amigos. Consta que no dia seguinte repetiram o efeito. Obrigado.
'Baba O'Riley', Pearl Jam, Pavilhão Atlantico, 2006

25 maio 2007

O outro lado ataca outra vez

Já uma vez aqui descorri sobre os lados b e a sua importância. Poupo todos os que leem e não vou voltar a faze-lo. Mas não posso deixar passar em claro dois magnificos especimes do que é um verdadeiro e brutal lado b, daqueles que fazem o detentor do single sentir que tem uma mais-valia e não apenas uma peça de colecção destinada a fanaticos de uma banda.

'Keep your charm where I can't see it
And your hands where I can'
No single/ep para 'Brianstorm' os Arctic Monkeys apresentam 3 faixas ineditas. Nenhuma delas é de deitar fora, bem pelo contrário, mas uma destaca-se totalmente. Falo de uma colaboração com o rapper Dizzee Rascal que dá pelo nome de 'Temptation Greets You Like Your Naughty Friend'. Um riff de guitarra bem esgalhado (mais um...), uma bela e ironica letra sobre desejo, tentação, desconfiança, desejo (mais uma...) e uma colaboração vocal de Dizzee que apesar de pequena é suficiente para o Mc demonstrar o seu flow endiabrado. Grande tema, seria dos melhores do novo album se la estivesse.

'You spent the first five years trying to get with the plan
And the next five years trying to be with your friends again'
O segundo single/maxi de 'Sound of Silver' dos absolutamente espantosos Lcd Soundsystem de James Murphy é 'All my Friends' que desde a minha 1ª audição do album me tem alegremente perseguido...simplesmente épica a musica. Quando soube do single senti algum receio do que outros poderiam fazer à musica ao remistura-la, processo habitual nos maxis de Lcd.
Pois bem, desta vez houve inovação. Em vez dos habituais djs ou produtores de musica electronica convidados para as remisturas (apenas Harvey desta vez), James decidiu convocar nomes ligados ao rock. E podemos falar não em remisturas mas em covers, ou à portuguesa em versões, já que ambos os nomes decidiram apropriar-se da sua musica como se ela fosse sua, o melhor principio para uma boa cover ou remix. E se John Cale (um mito vivo...) cumpre bem a missão, os Franz Ferdinand são aprovados com destinção, não conseguindo superar o original(muito dificil...) mas conseguido um resultado brilhante, quase uma musica nova. Se estivesse num album deles era das melhores...

24 maio 2007

FMM Sines 2007


O maior Festival de Musicas do Mundo realizado em Portugal, já tem programa e conta com a participação dos maiores nomes mundiais do World Music.
Num ambiente de plena euforia e alegria contagiante, Sines recebe entre os dias 20 e 28 de Julho milhares de apreciadores do World Music espalhados por toda a parte do mundo.
A nona edição do já aclamado FMM Sines conta esta ano com a participação de nomes sonantes como: Gogol Bordello (EUA/Ucrânia), eleitos o melhor grupo das Américas pelo conceituado BBC Radio 3 World Music Awards (para quem não conhece esta banda aconselho vivamente); Mahmoud Ahmed (Etiópia), eleito melhor artista africano pelos BBC R3WMA; K'Naan (Somália), eleitos a revelação do ano 2006 pelos BBC R3WMA.
Para além destes nomes, a maior festa de diversidade musical realizada no nosso País, recebe ainda nomes como Bellowhead (Folk Britânica); Rachid Taha (grande musico Argelino); Darko Rundek (o grande mestre Croata); Trilok Gurtu (percursionista indiano) junta-se aos Arkè String Quartet (quarteto de cordas Italiano) e a cantora Reena Bhardwaj; Kasaï Allstars (Congo); Oki Dub Ainu Band (dub-reggae Japonês); Carlos Bica (Contrabaixista Português); Tartit (Mali); Bitty Mclean (Reggae Britânico) faz-se acompanhar por Sly & Robbie, a dupla Jamaicana de Drum&Bass; Hamilton de Holanda (Brasil); World Saxophone Quartet (EUA), entre outros.
Ao todo são 32 nomes espalhados pelos 4 palcos existentes no Festival de Musicas do Mundo de Sines. A nível nacional o destaque vai para Galandum Galundaina e para Lula Pena.
Ao longo destes 8 dias os palcos estarão espalhados por Porto Covo, Auditório do Centro de Artes de Sines, Avenida da Praia de Sines e claro o belíssimo Castelo de Sines.
Um Festival a não perder e o qual eu considero o melhor festival de música realizado em solo nacional.
Aqui fica um exemplo do que nos espera em Sines (pelo menos a mim espera-me...!).

Gogol Bordello on Jools:




P.S:
Para mais informações sobre o FMM Sines e o seu programa consultem WWW.FMM.COM.PT

Cut Chemist - The Audience's Listening

« DJs com malas de CDs desaparecem... »

No seguimento de um post do João Santos acerca dos grandes produtores do hip hop, este post aborda um álbum proveniente de outra tribo de produtores, mais directamente ligada ao DJing e ao culto do vinil do que ao Pro Tools, falo dos Turntablists, autênticos gurus do vinil, que têm em Dj Shadow o seu mais mediático membro. Após Dj Shadow ter lançado um álbum tão intragável quanto revelador da sua independência criativa, surgiu em 2006 outro ilustre membro do movimento turntablist a estrear-se em álbuns longa duração: o ex-Jurassic 5, Cut Chemist.

O esqueleto de The Audience's Listening faz-se de beats, breaks e vozes desenterradas em lojas de vinis poeirentas de LA, locais que para Dj Shadow ou Cut Chemist são verdadeiros templos, arquivos de sons aparentemente intermináveis, viveiros de samples extraídos dos mais inusitados discos (para melhor compreenderem «the fine art of digging» e o turntablism em geral vejam o documentário "Scratch" de Doug Pray). Depois há a produção irrepreensível que faz sobressair o virtuosismo de Cut Chemist, sem dúvida a componente mais impressionante do álbum. Esse virtuosismo está ilustrado na mestria e criatividade dos seus scratches em faixas como Spat, uma conversa telefónica entre dois gira discos, e My 1st big break, uma faixa em crescendo, que vai acumulando camadas de percussão até uma apoteose com muito scratch à mistura.

A diversidade de ambientes que cada faixa proporciona não deixa também de ser apreciável, The Garden conta com a contribuição de percussionistas brasileiros, uma guitarra de bossa nova, um berimbau omnipresente e um sample de voz de Astrid Gilberto, e contrasta claramente com a aura futurista de Storm que conta com a participação dos mcs de Boston, Edan e Mr. Lif. Há ainda o downtempo de Spoon e a atitude descontraída do mc Hymnal na refrescante What’s the Attitude. Para o final Cut Chemist guardou o melhor, A peak in Time e The Audience is Listening Theme Song são duas faixas poderosíssimas, completamente pegajosas, abrilhantadas por samples com punch lines extraordinárias.

A diversidade de ambientes e estilos que coabitam em The Audience's Listening faz com que o álbum sofra enquanto unidade mas este é sem dúvida um começo animador para a fase pós-Jurassic 5 de Cut Chemist

23 maio 2007

Live pt1

As luzes apagam-se, vem ai a atracção principal da noite. Entre as tribos da relva e da bancada trocam-se 'mimos' : laranjas, bocados de relva, sacos com lixo, garrafas com varios liquidos...até que tudo começa e a musica toma conta.Nem mais um objecto voa na nossa direcção.
'Creeping Death', Metallica em Alvalade, 1993

Primeira vez sozinho num concerto (só aconteceu por uma vez mais), quase acolhido por um grupo de 'mais velhos'. Depois de uma entrada triunfal de roupões de boxe, um dos mais carismaticos front-man de sempre arrasta a banda para um concerto inesquecivel com berros, saltos, quedas, algum bom português...sem nunca parar por um segundo!
'A Small Victory', Faith No More no Pavilhão do Boavista, 1993

Finalmente a diva em palco à minha frente. Com ela uma pequena 'orquestra' de grandes escultores de sons que engloba os Matmos ou Zeena Parkins. O alinhamento é em modo best of e para mim que esperei tanto ainda bem. Nem a poeira já habitual incomoda, estou mesmo junto ao palco. Nunca estive tão perto de verter a lágrima.
'Isobel', Bjork, Optimus Hype @ Meco, 2003

Banda quase desconhecida na altura. Amigos com bom poder de argumentação convencem-me a arruinar um pouco mais o meu orçamento e ir.Sala talvez surpreendentemente cheia. Concerto em crescendo, vejo caras de felicidade por todo lado, inclusive no palco. Alguem sobe para ele. Os seguranças rapidamente o atiram de volta. A um sinal do vocalista toda a banda para. O espectador e puxado ao palco de novo. O restante publico rejubila. a musica volta e todos saltam. Pela primeira vez e até agora unica iria ver uma banda voltar já com as luzes acesas e instrumentos desligados. Uma guitarra acustica e um violino serviram para o 3º encore e a despedida, até breve, que nos vemos ai no meio a falar e dar autografos. Ficaram no coração de quem os viu ali.
'Suds & Soda', dEUS, Hard Club, 1998

Talvez...ou com certeza, a minha banda rock do momento (ultimos 5 anos...).Finalmente cá estão e eu também. Todos os concertos anteriores são quase ignorados mesmo se antes tocam coisas como She Wants Revenge...Mas a espera quase agoniante compensa. Grande atitude, ainda nenhuma pose de estrelas, grande alinhamento a cobrir tudo o que queria ouvir. Para a eternidade, grandes fotos dessa dia por um amigo talentoso na arte do disparo. No final apoteotico, Julian lança-se para o publico. Diz que vão voltar. Cá os espero.
'Take It Or Leave It', The Strokes, Doca de Santos, 2006

...

All my friends- LCD Soundsystem (live) 5-12-07

22 maio 2007

Clipse Featuring Slim Thug - Wamp Wamp (What It Do)

Fiz um post que em parte era sobre eles.grande tema este.como o post demorou a ser terminado nao ficou no inicio do blog...para chamar a atenção que eles merecem fica o video.

15 maio 2007

variações sobre gainsbourg (ou breve duelo de titãs)

Original de 1965

Je suis une poupée de cire, une poupée de son
Mon cœur est gravé dans mes chansons
Poupée de cire, poupée de son
Suis-je meilleure, suis-je pire qu'une poupée de salon?
Je vois la vie en rose bonbon
Poupée de cire, poupée de son

Mes disques sont un miroir dans lequel chacun peut me voir
Je suis partout à la fois brisée en mille éclats de voix

Autour de moi, j'entends rire les poupées de chiffon
Celles qui dansent sur mes chansons
Poupée de cire, poupée de son
Elles se laissent séduire pour un oui, pour un non
L'amour n'est pas que dans les chansons
Poupée de cire, poupée de son

Mes disques sont un miroir dans lequel chacun peut me voir
Je suis partout à la fois brisée en mille éclats de voix

Seule parfois je soupire, je me dis: "À quoi bon
"Chanter ainsi l'amour sans raison
"Sans rien connaître des garçons?"
Je n'suis qu'une poupée de cire, qu'une poupée de son
Sous le soleil de mes cheveux blonds
Poupée de cire, poupée de son

Mais un jour je vivrai mes chansons
Poupée de cire, poupée de son
Sans craindre la chaleur des garçons
Poupée de cire, poupée de son

Belle and Sebastian

Arcade Fire



e... o vencedor é...

13 maio 2007

bjork - volta (2007)




a bjork tem um album novo. volta. surpreendida com o produto final? volta. demasiados pormenores deliciosos. volta. excesso de detalhe? volta. repetição da mesma formula. volta. a mesma variação de voz. volta. volta. volta. bjork que editou o debut. volta. há 14 anos atrás? volta. arrepia-me o antony. logo. volta. bjork. que saudades de te ouvir cantar! volta!

(breve variação em dó(i) menor depois de ouvir o novo volta. :)

11 maio 2007

loney, dear – loney, noir (2007)

Ora aqui está! Mais um sonzinho da Escandinávia, mais propriamente da Suécia. Loney, dear, o mesmo é dizer, Emil Svanangen, no seguimento do que de melhor se faz por aquelas bandas. A tocar em “repeat” neste final de dia… à espera de novos rumos para uma noite que teima em não aparecer dentro dos meus olhos. A descobrir…

bcn – fragments – 3



Antes
Depois de um longo corredor, a rua…



Depois
Depois de uma longa espera, o summercase…

08 maio 2007

bcn - Segon fragment



O segundo fragmento que vos trago reporta-se ao inacreditável Razzmatazz (rajê-ma-tajê) a discoteca, bar, club (you name it!!!) preferido dos “cats”.
Em jeito de nota prévia note-se que eu detesto as discotecas e que raramente danço desde que a States de Coimbra fechou há já largos anos…
A entrada é prefeitamente caótica, apenas alinhada por umas barreiras metálicas e alguns moçoilos, constantemente furada por “tugas” sem vergonha (sim Juanita esta é para ti… :P) alimentando uma fila com várias centenas de pessoas cujo final só se avista ao fundo do quarteirão.
Lá dentro esperam-nos 5 espaços: razz (2500 lugares), the loft (1000 lugares), lo.li.ta (270 lugares), pop bar (400 lugares) e rex (340 lugares).
O itenerário é simples. Basta vaguear pelas 5 salas de forma descontrolada até algum som inadevertidamente nos enviar para o centro da pista. Ou para o páteo onde se pode usufruir de umas casas de banho “tipo queima”. Assim foi. E pelos vistos é sempre sempre assim.
A sala principal – “o razz” estava a abarrotar de pessoas a dançar de forma massiva e despreocupada, como vulgarmente se costuma dizer… como se não houvesse amanhã! O dj tocava disquinhos com os sons de ontem e de hoje… dos quais eu consegui descodificar em completo extâse (dançando em cima de uma coluna…) Smashing Pumpkins, The Clash, White Stripes, The Smiths, Arctic Monkeys, The Gossip, Kings of Leon, The Killers, The Strokes… sei lá… Yeah Yeah Yeahs, peter bjorn and john, Bloc Party… até que apaguei… completamente a dançar em cima da coluna!
Foi claramente uma noite de extâse premiada por uma partidinha de futebol na “calle” em frente à entrada principal do razz. Ainda houve tempo para discutir com uns “cats” qual é o melhor clube de Barcelona e acicatar ainda mais as rivalidades entre os de Sarriá e os comuns meninos de Les Corts!
Uma noite inacreditável! O razz é assim… e fez com que voltassemos, todos juntos, dois dias depois só para sentir a mesma felicidade de disfrutar da discoteca mais sentimental do mundo.
Só faz com que voltemos vezes sem conta… é uma benção um espaço assim.
Fica um cheirinho da sala principal e do que por lá se faz… em jeito de provocação… no seguimento de uma música que tive a oportunidade de dançar em cima da coluna.

06 maio 2007

bcn - primer fragment

Depois de longos dias em Barcelona, metrópole mais palpitante da península, onde tudo correr à velocidade da luz deixo-vos vários fragmentos do que, em termos sonoros, pintou as paisagens da capital catalã.

O primeiro fragmento tinha inevitavelmente de ser para a banda sonora das manhãs-tarde na Carrer Torrent D’Olla entre sorrisos e suminhos de laranja…
Em jeito de homenagem à minha Phi…

Timbaland vs Neptunes e algo mais...

Nos ultimos anos, uma serie de produtores tem assumido papel central no hip-hop/r&b americano e consequentemente no do resto do mundo.
Desde os mais old-school Dr.Dre ou Dj Premier ate Kanye West que antes de se tornar uma superstar (merecidamente, diga-se) era o homem responsavel pelas programações de exitos de por exemplo mr. Jay-Z, dono da Def Jam Records e o homem que apostou definitivamente em Kanye.
Mas se houve nomes que apareceram associados a tudo o que foi exito nos ultimos anos em tudo o que vai do mais mainstream ate ao hip-hop mais underground eles foram os de Timbaland ( Tim Mosley ) e Neptunes (Pharrel Williams e Chad Hugo).Juntos estes 2 nomes ja produziram de tudo, desde Snoop Dogg, Nas, Justin Timberlake, Nelly Furtado,Britney Spears ou Ludacris ate Destiny´s Childs, Fabulous, Common e etc, etc....
Na carreira de ambos os nomes ha claros paralelismos. Ambos são respeitadissimos no meio com direito a uma serie de aparições em videoclips e tudo o mais. Ambos se foram aventurando cada vez mais e mais.
Como? Passo a explicar : Apos a obtenção de alguns exitos ambos decidiram produzir faixas com mais profundidade e objectivo e não so por encomenda.Fizeram parcerias com artistas da sua preferencia, mas preferencialmente em inicio de carreia e trabalharam em albuns seus como se estes fossem em nome proprio, produzindo todas ou a maior parte das faixas.
Timbaland fez isso com Missy Elliot ou Justin Timberlake, os Neptunes com Kelis ou o mesmo Justin.
Mais tarde ambos tentaram albuns em nome proprio. Timbaland com a ajuda do rapper e amigo de longa data Magoo e os Neptunes com mais um rapper amigo e mudando de nome para N.E.R.D. e depois so Pharrel Williams verdadeiramente a solo ja durante o ano de 2006.
Em todos estes trabalhos parecia faltar algo, como se para estes senhores fosse mais facil criar para alguem do que para eles, dar fama a outros e não a eles...
Em 2007 Timbaland decidiu fazer o primeiro disco so em seu nome, ainda que dificilmente se possa falar de disco a solo quando a lista de convidados e enorme. Mas mais uma vez o resultado não é totalmente satisfatorio, principalmente na segunda metade do album 'Shock Value' em que Big Tim se tenta aproximar das areas pop-rock com presença de Rakes ou She Wants Revenge com resultados por vezes sofriveis....Muito melhor e o inicio do album com aparições de Nelly Furtado ou 50 Cent e na melhor faixa do album 'Bounce' com Missy, Dr. Dre e Justin como convidados.
Já no lado Neptunes e depois do semi falhanço critico e de publico que foi o album a solo de Pharrel, voltou-se ao que se faz melhor. Melodias digitais secas e minimais, batidas rudes, por vezes feitas de elementos sonoros totalmente surpreendentes (quem não se lembra de 'Drop it like it's hot' de Snoop ou 'Hot in here' de Nelly?), tudo a volta de um minimalismo que não era regra no hip-hop mas que ja criou escola. E se ja havia musicas soltas para espelhar isto e ate o primeiro album de Kelis, ainda que este muito mais r&b que o normal, faltava um album que mantivesse a qualidade do inicio ao fim.
Pois bem, esse album existe e ate ja data de 2006. Chama-se 'Hell Hath No Fury' e pertence a um duo de rappers protegidos dos Neptunes ha ja algum tempo ( ja tinham aparecido na colectanea 'Neptunes present Clones' ) que da pelo nome de Clipse.
Os Clipse, que são irmaos, sao ambos excelentes mcs e beneficiam das tais batidas secas e minimais para poderem ter a banda sonora ideal para os seus tratados sobre o submundo.Trafico de drogas, outros negocios ilicitos, mulheres, vidas luxuriantes, sao retratadas melhor do que alguma vez o foram. Na mesma frase podem constar palavras como cocaina ou quilos, bem como gucci ou Cavalli....
Definitivamente a obra maior dos Neptunes, bem como um classico instataneo do hip-hop. Mesmo os que abominam este tipo de letras podem ser conquistados pela produção. A ouvir...