31 janeiro 2007

' Well over there there's friends of mine
What can I say, I've known 'em for a long long time
And yeah they might overstep the line
But I just cannot get angry in the same way
Not in the same way '

Começo com uma citação não revelada desta vez (também não é particularmente dificil...), mas sem razão para isso.Simplesmente...apeteceu-me...e talvez volte a faze-lo...

1997

Final do 12º ano / entrada na faculdade

Em 1997 houve Chemical Brothers 'dig your own hole', Prodigy 'Fat of the land', Photek 'Modus Operandi', Roni Size & Reprazent 'New Forms' ( o drum and bass atingia o formato álbum...), Primal Scream 'Vanishing Point', Portishead 'Portishead' (que delicia de album amargurante e tantas vezes neglegenciado...), Verve 'Human Hyms' ( o unico deles que vale a pena...), David Holmes 'lets' get killed', Luke Slater 'Freak Funk', Bjork 'Homogenic', Tindersticks 'Curtains', Wu-Tang Clan 'Wu-Tang Forever' ( hip-hop cinemático e samurai em grande) , Eels 'Beautiful Freak', Death in Vegas 'Dead Elvis', Blur 'Blur' e Nick Cave and The Bad Seeds ' The Boatman's Call' por exemplo...
Mas nesse ano houve também dois que mudaram um pouco mais a minha percepção da musica e a que volto recorentemente...
Houve 'Ok Computer' dos Radiohead.Passagem para um novo nivel de escrita de canções e experimentação que felizmente tem prosseguido com agrado.Grandes letras, paranoia, angustia, depressão e claustrofobia mas também esperança...grande álbum.Dos melhores 10 de sempre,
não duvido.
E houve ainda 'Homework' dos Daft Punk.
Antes dele a musica de dança ou electrónica ( ou whatever) verdadeiramente dita não tinha ainda um álbum praticamente unanime. Os arquitectos iniciais deste tipo de musica continuavam a priveligiar o formato maxi e os novos valores que apareciam e apostavam no album faziam algo diferente...tentavam conquistar o publico rock ao incorporar sons de guitarra ou vocalistas (Prodigy, Underworld, Chemical Brothers, Fatboy Slim...).
Os Daft Punk conseguiram conquistar o publico rock e não só (como o prova a apoteose no sudoeste deste ano...uma mega disco ao ar livre no alentejo, um espectaculo impar de cor e som).
Mas começaram a fazer isso num album que assumia referencias sem pudor, mas no campo do house e do techno ( que melhor exemplo disso do que 'Teachers', faixa do álbum que se limitava a enunciar nomes das tais influências, surgindo em catadupa nomes como Jeff Mills ou Dj sneak?).
É, apesar da idade tenra dos dois artistas (um deles descendente de portugueses...) um álbum claramente pensado.Tem fio conductor, tem 'punchlines', tem ataques a várias frentes sem perder coerencia, tem grandes exitos ( 'Around the world', 'Da funk' ou 'Burnin' '), tem temas que arrasaram e continuam a arrasar pistas ( 'Rollin' and scratchin', 'Rock'n roll', 'Revolution 909' ou 'Alive'), enfim...tem tudo aquilo que faz um grande longa duração...
Desde 1997 é dos álbums que mais gosto tenho em 'promover' e passar de mão em mão.Já passei a vários e raros foram os que não ficaram convencidos.Alguns até para surpresa deles próprios...e mais uma vez o sudoeste ajudou à conquista...
Depois disso nunca mais conseguiram ser assim tão geniais é verdade mas depois de um álbum destes que marca uma página tudo (quase...) se desculpa.
Wdpk 83.7 fm brings you exclusively...Daft Punk's homework...Os que não conhecem ouçam...
Só faltam dois.

25 janeiro 2007

Sete (pt 1 de 4)

Por razões que nem sempre se me apresentam obvias sempre considerei o sete um número especial.
Não é a minha data de nascimento,nunca foi o meu numero de turma,não está particularmente ligado a nada de verdadeiramente relevante na minha vida.Ou então....
Dei por mim a pensar que estamos em 2007(que perspicaz!) e que nos anos acabados em 7 costuma aparecer um album daqueles que de facto aprecio, daqueles que podem mudar uma vida....
Foi assim em '67,'77, '87 e também em '97 por isso por que não esperar isso de 2007?
Decidi por isso gastar um pouco das minhas linhas de escrita e da vossa paciência a escrever sobre esses albuns.A primeira duvida era por onde começar.Que ano escolher?
Bem...1967 ficou obviamente para o fim.Talvez tenha sido o ano mais creativo de sempre no contexto da musica 'pop'.E nem preciso lembrar que por decoro e respeito nem vou falar do 'Sgt. Pepper's....' pois (já começo a cair na repetição...) Eles são de outro campeonato....
Sobravam 3 hipoteses.'97 tem uma escolha mais ou menos obvia para mim mas resolvi pensar melhor no assunto(a propósito aceito e aguardo sugestões com alguma curiosidade).
Finalmente e só com 2 escolhas escolhi a dificil.'77 é para mim obvio.A escolha resume-se a 2 álbuns e sempre tive preferência por um.Por isso sobrava '87.
E em '87? Em '87 havia algumas escolhas.É o ano da descoberta da América pelos
u2 em 'Joshua Tree' mas se um dia escrever sobre eles terá forçosamente que ser sobre o periodo '91-'94 em roçaram a genialidade com 'achtung baby' e 'zooropa'.Mas em '87 uma das bandas que de facto tocou a genialidade e por repetidas ocasiões apresentava ao mundo aquele que viria a ser o seu ultimo álbum de originais.Vinham de uma carreira com apenas outros 3 álbuns e 3 compilações.Para os fãs eram quase álbuns já que a carreira de singles era vasta e várias das melhores músicas só estavam verdadeiramente acessiveis lá.Sempre os considerei uma banda que de certa maneira relegava o formato álbum para uma espécie de 2º plano.A sua ambição era a canção pop perfeita,aqueles 3 minutos que podem mudar tudo.E eles mudaram tudo muitas vezes...
Talvez por isso compilações e albuns eram recebidos da mesma maneira.
O meu preferido até é mesmo uma compilação mas não é de '87...
O que nos faz voltar ao motivo desta prosa...o álbum de '87 dos Smiths (sim, é deles que falo...)
'Strangeways were we come' , a peça, é de longe o seu álbum mais produzido e com mais cuidado a nivel de som e arranjos.É também considerado por muitos o mais 'pop'.E ainda que concorde em parte com esta opinião, sustentada por musicas como o single 'girlfriend in a coma',dos mais 'leves' que alguma vez libertaram, devo acrescentar também que o considero dos mais tristes de sempre que alguma vez foram feitos.
Versos como 'last night I dreamt that somebody loved me/no hope no harm, just another false alarm' são,para alem da beleza sempre associadas às letras de Morrissey para os Smiths, de uma angustia quase alarmante.O album é curto mas muito bom.Tem pérolas como 'unhappy birthday', 'stop me if you think you've heard this one before' ou 'I started something I could't finnish' e bom...foi o ultimo deles.Fica uma das carreiras mais imaculadas de sempre.E as canções.E aquela voz.
E fica aqui o post também.Já só faltam mais 3 anos e 3 albuns.

24 janeiro 2007

O multifacetado Damon Albarn (parte dois)

Pare dois porque pelos vistos o Marco roubou-me a ideia que tinha de escrever um post do super Damon Albarn, no entanto como já estava concebido cá vai:
Há muito que levo o Damon Albarn um músico em conta! Mas a sua polivalência e qualidade musical fazem, para mim, um dos músicos mais influentes e preponderantes do panorama musical actual.
Talvez por ser um fã dos Blur sempre tive uma proximidade muito grande à sua música, que já remonta ao ano de 1991, com o lançamento de “Leisure”. Já no percurso dos Blur se notou uma personalidade vincada deste artista, evidenciando um certo distanciamento do “comercialmente correcto”, ao contrário dos Oasis, que se tivessem traçdo o seu caminho na sequência do “Definitely Maybe” (dos melhores álbuns dos anos 90) talvez estivesse aqui a falar da polivalência do Noel ou Liam Gallagher. Reservo num hipotético top de álbuns da minha adolescência o “Modern Life is a Rubbish” e o “Parklife”. Outro CD que também aprecio é o “Think Tank”, bastante elaborado, que revela já uma enchente de influências adquiridas pelos seus projectos paralelos. Talvez este último, diferente dos restantes, se deva em parte à saída de Graham Coxon, que até então tinha definido um estilo de guitarra muito próprio, que poderemos continuar a ouvir nos seus álbuns a solo.
Mas é em 2001, com o lançamento do 1º álbum dos Gorillaz, que o músico Albarn ultrapassa a barreira do Brit Pop, abraçando novos desafios. Os Gorillaz, a mais famosa banda virtual do mundo e que reúne uma variedade de músicos ilustres, é de uma variedade de estilos impressionante, onde o Brit Pop surge aliado ao Hip Hop, punk, funk, rock, dub, etc.
A passagem do multifacetado Damon Albarn por Mali trouxe a fusão da World Music com o Rock, o BritPop, a Electrónica, etc. A gravação do Mali Music foi bastante curiosa e consistiu numa viagem de Damon pelo Mali, gravando os sons das ruas e de bares. No final pegou em todos esse sons e trabalhou-os em estúdio, adicionando guitarras, pianos, voz, samplers, xilofones, mas sem nunca derespeitar a cultura musical do Mali. Confesso que após Mali Music começei a ouvir world music de uma forma bem mais curiosa e interessada do que dantes.
Como tempo não faltasse Albarn, começou a construir a sua carreira a solo, com o lançamento de “Democrazy” em 2004. Este álbum foi composto a partir de demos inacabadas e fragmentos de músicas inacabadas gravados durante a turné pelos EUA.
Portanto, não é com surpresa que assisto a mais um projecto, The Good the Bad & the Queen, que junta membros musicais com vasto currículo e que fornecem ao álbum um estilo muito próprio: Tony Allen, baterista dos Fela Kuti, Simon Tong, guitarrista dos Verve, Paul Simonon, baixista dos Clash e claro Damon Albarn.
Prevê-se ainda que saia este ano o sucessor de “Think Tank”… enfim, Damon Albarn o músico trabalhador!

23 janeiro 2007

os dez da semana três

Esta semana ando colado em:

1 - The Good The Bad and The Queen - "The Good The Bad and The Queen"
2 - Menomena - "Friend and Foe"
3 - Emilie Simon - "Vegetal"
4 - Interpol- "Turn On The Bright Lights" (peço desculpa voltei a colar...)
5 - Au Revoir Simone - "The Bird Of Music"
6 - Air - "Pocket Symphony"
7 - Elefant-"The Black Magic Show"
8 - A Century of covers - "A century of covers" (recordar os Belle dos bons velhos tempos...)
9 - Working For A Nuclear Free City - "Working For A Nuclear Free City"
10- An Pierle - "An Pierle And White Velvet"

Abençoado zen v!!!!

The Good The Bad and The Queen "TGTBTQ" (2006)



Depois de 18 anos e de 9 albúms editados os Blur identificam-se, justamente, como uma das maiores bandas britpop nos reinos de sua majestade. Na década de noventa foram, por muitas vozes, aclamados como os porta-voz da pop britânica pós-Beatles, colidindo quase sempre com os defensores dos seus maiores concorrentes, nem mais, os Oasis. É já na viragem do milénio no albúm de 2003 Think Tank que se percebe que o que Damon Albarn pretende é mais do que fama ou a leve recordação Parklife, She’s so High, There’s no other way, Pop Scene...

O seu talento é maior do que a rotulagem segura e pertinente de britpop. Nesse contexto surge associado a um movimento (é assim que eu lhe chamo) designado por Gorillaz. Albarn mascarado de desenho animado dá largas à imaginação e foge. Foge para projectos capazes de o estimular definindo-o como o mais prolifico musico insular (certo, a par com o Thom Yorke).

Abertas as portas para a imaginação Damon viajou para África conhecendo novos ritmos, novas cores, novas sensações, novos métodos, novos músicos… e mais do que tudo conheceu a génese musical tal como a conhecemos. Surgiu assim o OXFAM Project liderado pelo deus da Kora “monsieur” Toumani Diabaté, sob o título de Mali Music, e brilhantemente concebido por Damon. Eram para ser apenas seis meses de durou mais de um ano. As descobertas são assim… por vezes maiores que todas as paixões.

Neste contexto surge agora Damon, novamente rodeado de excelentes musicos neste projecto The Good The Bad and The Queen. Um albúm composto, delicado e cheio de pormenores bem ao estilo do seu mentor. Auxiliado na tarefa por Tony Allen (Femi Futi considerava-o o maior baterista do mundo… para muitos de nós o inventor do afro-beat), Paul Simonon (Baixista dos Clash conhecido pelo virtuosismo) e Simon Tong (Guitarrista dos Verve, e mais não sei…), Damon está de volta num registo de elevadissima qualidade. A ouvir.

Secretamente espero a resposta do outro senhor igualmente inventivo e capaz de aprender e modificar a musica a cada album que contrói… Thom se estiveres ai…abre a pestana que o pessoal está a tua espera. Se não souberes fazer melhor faz pelo menos diferente… que todos nós agradecemos.

(…)

Há meses atrás quando vi Tony Allen a solo, ao vivo, esbocei um sorriso gigantesco, não pela qualidade musical, que todos já lhe conhecemos mas pelo pensamento de o ver ao lado de Damon… e de facto o sorriso perdura…

16 janeiro 2007

45 rpm e o outro lado da questão

Desde meados dos anos 90 e com tendência para agravar ainda mais a situação do velhinho single não é a mais solarenga.
Longe vão os tempos em que fã que era fã tinha e conhecia bem os singles e os seus lados b.Parte da culpa é dos próprios artistas que foram desleixando a edição dos singles/45 rpm (no caso do vinil, aqueles mais pequenos e que tocam a 45 rotações lembram-se?).Cada vez mais os lados b são prenchidos com musicas que são autenticas sobras,nunca conseguiriam um lugar nos melhores albuns.
Quem consegue agora acreditar que musicas como "don't let me down" dos Beatles foram originalmente lado b? Ou que antes de lançarem "combat rock", no single de apresentação, os Clash puseram "should I stay or should I go" ( que viria a tornar-se na sua musica mais conhecida pelas massas) como lado b?
Agora temos resmas de remisturas,pagas a peso de ouro a produtores de musica eletronica que nem sempre resultam,antes pelo contrário,conseguem por vezes desvirtuar totalmente o espirito do tema original,sem que isso resulte sequer obrigatoriamente numa boa musica ou remistura.Um dos exemplos para mim mais flagrantes é o dos Radiohead (para mim sem duvida uma das bandas que mais vezes conseguiu tocar ou roçar a genialidade nos ultimos anos) que têm uma lista de lados b que envergonha e de que maneira os albuns.Alguem me diz uma que entrasse no ok computer?Mesmo as remixes não são nada de especial, talvez exceptuando uma de fila brazilia e outra de four tet....Há exepções, no caso talvez a maior os Depeche Mode que sempre tiveram boas remisturas.Mas a grande maioria....
Outra práctica cada vez mais em desuso é editar singles em que o próprio lado a é uma musica inédita,não porque o album ainda não saiu, mas porque assim foi pensado.E a musica popular, facção pop/rock está cheia de bons exemplos de musicas que foram belissimos singles, marcaram a historia da banda/artista e nunca chegaram a figurar num album,apenas talvez numa compilação...quem sabe de singles....
Exemplos?
"panic" e "ask" dos Smiths, "lady madonna" e "ballad of john and yoko" dos Beatles, "whatever" dos Oasis, "popscene" dos Blur ou mais recentemente (nem todos desistiram desta practica,felizmente) "two more years" dos Bloc Party e "leave before the lights come on" dos Artic Monkeys.
Exemplos de grandes lados b são por sua vez ainda mais numerosos, gostaria de enumerar alguns mais para além dos já citados, que são da minha particular preferência..."asleep" dos Smiths, "footsteps" e "yellow ledbettter" dos Pearl Jam (a segunda encerrou recentemente o 1º de dois concertos no atlantico e foi entoada em coro pelo publico...), "aquiesce", "masterplan" e a versão de "I am the walrus" (beatles) dos Oasis, "suffocated love" (gravado ao vivo numa versão completamente diferente no programa de Jools Holland) de Tricky ou "thirteen" dos dEUS.A lista podia ser maior mas depois ninguem me lê ate ao fim....para acabar destaco não um lado b ou dois mas no geral a carreira de singles de algumas bandas....Strokes,Blur, Massive Attack, Bjork ou Beck que sempre consegiram manter a chama do single bem acesa.
Não sei se alguem concorda comigo mas gostava de voltar aos velhos tempos do single,mas com os downloads a coisa não se afigura fácil...e o preço proibitivo dos singles em alguns sitios(Portugal!!!!) também não ajuda....
Claro que nestas contas não entra a musica electronica,especialmente a mais dancavel que essa continua a apostar bastante em singles, maxis, eps, whatever....
Fica aqui a opinião....

10 janeiro 2007

seis da semana dois


Esta semana ando completamente colado em:
- film school – film school (2006)
- pony up! – make love to the judges with your eyes (2006) (*)
- my brightest diamond –
- charlotte hatherley - grey will fade (2004)
- clinic – visitations (2006)
- the elected – sun, sun, sun (2006)

(*) – sugestão do coleguinha omeuqueridoipodnano. agradecido.

09 janeiro 2007

dubstep e outras coisas

O Dubstep

Desde bem novo sempre fui muito influenciado por correntes britanicas.De lá vêm as minhas principais referências em termos de bandas "old school".Beatles,Clash,Depeche Mode,Smiths,Primal Scream,Stone Roses,os proprios Blur,etc.
Sempre achei que a "cool brittania" estava um pouco a frente,para alem de ter aquele sabor a europa que eu tanto gosto.Dentro dessa linha,quando comecei a dedicar os meus ouvidos a novas tendências fui muito influnciado pelos Prodigy,Underworld,Masive Attack,Tricky and so on...
Mais tarde surgiu o drum and bass,estilo que ainda hoje so e verdadeiramnete reconhecido e apreciado no Reino Unido.Na altura fiquei fascinado com os ritmos acelerados e ao mesmo tempo quebrados desse novo estilo.Era algo de completamente novo.Nomes como Roni Size,Goldie,dj Krust,Matrix,Ed rush & Optical,Fabio,Andy C ou Grooverider passaram a entrar nas listas de mais ouvidos.O drum and bass continua vivo e de saude,mas como qualquer genero originou correntes alternativas.
Assim de la vieram por exemplo o 2-step que aproveitava as batidas quebradas e as juntava a um aroma house e que teve como expoentes Mj Cole ou Wookie.Tambem o hip-hop britanico evolui bastante desde o drum and bass ja que varios djs de drum gostam de usar mc's(master of cerimonies para quem não sabe...) nos seus animados sets.A corrente Grime por exemplo usa varios graves ou sub-graves ao estilo drum nas suas construcções.Ouvir os albuns magnificos de The Streets,Dizzee Rascal ou Sway para confirmar.
A ultima derivação do drum and bass recebeu o nome de dubstep.Como o nome indica há uma grande influncia do dub neste estilo,como o indicam as batidas arrastadas e "fumarentas" de vários temas.No essencial no entanto ficam os sub-graves que fazem tremer o peito,as batidas fora de tempo e um estilo que sendo um derivado cheira a novo.Para alem disso e mesmo fresco,tem pouco mais de um ano.Mas já produziu obras de valor,como atestam a presença de Kode9 ou Burial em várias listas de melhores do ano por publicações dessa europa fora.Talvez o facto de não ser tão agressivo como o drum o torne mais popular,até porque a corrente dub/reggae esta em alta pela europa.(Eu não sou fã de reggae!).
Recomendo os albuns de Skream "skream!" , Kode9 and Space Ape "memories of the future" e Burial "burial"(ainda há poucos longa-duração),bem como as compilações "tectonic plates" e "dubstep all-stars" vols. um e dois.Estas ultimas sao mixadas.
Malhas que deixam marca são sem duvida duas do Skream "midnight request line" e "stagger",a primeira já considerada o primeiro classico do genero.
Varias radios online passam dubstep,sendo uma das recomendaveis a rinse fm da responsabilidade de Skream(outra vez!).
Music to make you stagger,fellow bloggers.Enjoy.
See you soon for another cartoon!

Ps: Já não sou JOÃO SANTOS!!
Enjoy.

04 janeiro 2007

As 10 melhores canções:

Respondendo ao desafio do JOAO SANTOS aqui vai a lista das 10 canções, por ordem decrescente, que considero como as melhores de 2006:


  1. Lindstrom "I Feel Space"
  2. The Knife "Like a Pen"
  3. Booka Shade "Darko"
  4. Thom Yorke "Skip Divided"
  5. Lindstrom & Prins Thomas "Boney M Down"
  6. Strokes "Heart in a Cage"
  7. Nouvelle Vague "Bela Lugosi's Dead"
  8. Ellen Allien & Apparat"Way Out"
  9. Headman "So Disgraceful"
  10. Gotan Project "La Viguela"

Atribuo também como prémio de melhor artista do ano sem qualquer sombra de dúvidas o Lindstrom!

Como confirmação, penso que os Strokes merecem o prémio.

Hello again

So para comunicar que na proxima quarta feira dia 10 faço aninhos e festejo com um muito especial dj set no radio bar em miragaia.
Para nao parecer so publicidade recomendo o novo de lcd soundsystem(ainda so em download ilegal...) e particularmente a musica 5 "all my friends" que considero genial no seu crescendo tão tipico da banda.

Brevemente farei um post sobre dubstep.Ate la.

03 janeiro 2007

Hello fellow bloggers.
O meu primeiro post de sempre.
Para primar pela originalidade neste post vou apresentar algumas das minhas referências ao longo deste ano que findou...discos, musicas, concertos, enfim voces sabem do que falo.Pelo que vi numa leitura rapida vou me destacar (resta saber se pela positiva ou negativa) por um maior gosto pelo hip-hop/r&b e tambem de electronicas mais marginais,por assim dizer.Devo dizer já também que não separo albuns nacionais de estrangeiros e que ouvi muita musica portuguesa em 2006.
Mas antes que deixem de ler ou começem os insultos de presunçoso aqui vai a 1ª lista:albuns(10,do melhor para o pior,sem englobar compilações ou re-edições e sem contar com o "love" dos Beatles que isso é outro campeonato). Lanço um exercicio curioso: refazer a lista em 2007, para ver se algo mudou...

1-Artic monkeys "whatever people say that's what I'm not"
2-Buraka Som Sistema "from buraka to the worls ep"(é só um ep de 8 musicas mas é totalmente fresco e inventivo)
3-Strokes "first impressions of earth"
4-Sam the kid "pratica(mente)"
5-Skream "skream!"
6-Justin Timberlake "future sex/love sounds"
7-Fujiya & Miyagi "transparent things"
8-Hot Chip "the warning"
9-Lindstrom "it's a fidelity affair"
10-Ed rush & Optical "present chameleon"

Menções honrosas ainda para She Wants Revenge, Valete, Tiga, Kode9 & the Space Ape, Burial, Gnarls Barkley, Cansei de Ser Sexy, Tv on the Radio, Junior Boys, Marcelo d2, Ellen Alien and Apparat.Nomes sem albuns lançados que me cativaram : digital mystik, gui boratto.

2 compilações : va "tectonic plates" (a melhor introdução ao mundo do dubstep)
dfa "the dfa remixes chapter 2"
4 ainda de 2005 que me fartei de ouvir : Soulwax/nite versions, Sofa Surfers, Lindstrom & prins tomas e Modeselektor
Se me esqueci de algo brutal,volto a "postar"

Concertos :

Não faço uma lista completa de 10 porque dois arrasaram a minha mente:
Strokes em Lisboa e Daft punk no sudoeste.O primeiro foi aquilo que esperava(são dos meus all time favorites), o segundo foi algo indescritivel.Dos melhores espectaculos, e esta é mesmo a palavra certa, que tive oportunidade de presenciar.

Musicas (sem repetir artistas(so um!) e sem nunca repetir albuns.medindo tambem o impacto que quanto a mim cada musica teve no resto do "pessoal" e não só no gosto pessoal,que evidentemente é o factor principal de escolha.ps:quem retribui com uma listas das 10 mais tb?seguindo estas regras claro...) :

1-Gnarls Barkley "crazy"
2-Artic Monkeys "I bet you look good on the dancefloor"
3-Justin Timberlake "sexy back"
4-Buraka Som Sistema "sem makas"
5-Strokes "you only live once"
6-Artic Monkeys "leave before the lights turn on" do single homonimo e não do album!
7-Hot Chip "over and over"
8-Lindstrom and Prins thomas "mighty girl"
9-Tiga "good as gold"
10-Sam the Kid "poetas de karaoke"
Menções honrosas aos montes.....

gostei de ver as sessoes djs e/ou live-acts de: Ed rush & optical, Paul kalkbrenner, Ada, Ivan Smagghe, Afrika Bambataa, acho q me estou a esquecer de algumas... e tenho imensa pena de ainda não ter sido desta que vi o mestre Laurent Garnier...
Esta ano queria Ellen Alien, Metope ,Basteroid,Pendulum. E Buraka Som Sistema finalmente no Porto!Será pedir muito?

penso já ter escrito o suficiente para irritar os "fellow bloggers", saudações cordiais, bom 2007

João