30 outubro 2006

A ouvir...

  • Cansei de Ser Sexy - CSS
  • Psapp, "The Only Thing I Ever Wanted"
  • Lindstrom & Prins Thomas, Twelves

29 outubro 2006

murcof "remembranza" (2005)


Acordei num dia radioso, o verão de S. Martinho está ai! Instantaneamente faço planos na minha cabeça para o decorrer do dia. Vou à varanda e debruço-me sobre a rua, sinto a brisa amena na minha pele e uma sensação agradável de calor invade-me enquanto que o cheiro a café acabado de fazer me desperta um pouco mais. Procuro uma banda sonora a condizer, "um jazz caia bem", penso para mim. Corro Erik Truffaz e Esbjorn Svensson Trio alternadamente. É mesmo isto, digo, vou postar Erik Truffaz. Infelizmente não encontrei uma amostra decente da música dele para vos mostrar, mas enquanto procurava deparei-me com o senhor Fernando Corona a.k.a. Murcof. Corona nasceu em 1970 na cidade de Tijuana (México). O seu repertório baseia-se em sons electrónicos, minimalistas, experimentais, ambientais com laivos de jazz. Ideal para um acordar lento numa manhã como esta. Deixo-vos com imagens e sons do festival de jazz de Montreux 2006, em que Murcof se faz acompanhar de Talvin Singh (percursão e voz) e Erik Truffaz (trompete), na faixa "rios". São 10 minutos de um lento e agradável despertar.


Para quem gostou deixo mais um video que me surpreendeu pela história que conta, o modo como é contada e ainda a ligação desta com a música. Uma prova que não é preciso mundos e fundos para realizar um excelente videoclip, fazendo lembrar o "unfinished sympathy" dos massive attack.

28 outubro 2006

k'nann "the dusty foot philosopher" (2006) e tinariwen "the soul rebel of african desert" (2006)



Novamente em formato “duplu” do “fórfór” trago-vos a música do continente Africano que anda a calcorrear a estrada comigo. Falo-vos do fantástico “mc pãozinhos” (conhecido desta forma por quem o acarinha) e do seu único álbum editado - The Dusty Foot Philosopher. No início da semana a Phi tinha-me alertado para o facto de termos subitamente esquecido esse rapazinho de Mogadíscio e através de alguns bons telediscos do “teu tubo” trouxe-o novamente ao leitor de cd’s do “fórfór”. O jovem K’naan (o mesmo que viajante na sua língua materna), abandonou a sua terra natal, quando a crise Somali dos anos 90 se iniciou, refugiando-se nos Estados Unidos e posteriormente no Canadá. Após uma actuação fascinante na festa de aniversário das Nações Unidas, K’naan começou o seu périplo pelo mundo espalhando a mensagem da realidade Somali. Auxiliado por nomes tão díspares como o senegalês N’dour ou o jamaicano Marley (jr.!!) o seu nome tem corrido os quatro cantos do mundo. O fantástico disto tudo é que “pãozinhos”, em pouco mais de um par de anos (e ele ainda só tem 20 anos!!!) já é o mais carismático porta-voz (musical?) do povo Somali.


O segundo álbum a rodar com grande vontade é o The Soul Rebel of African Desert, álbum “retocado” com base no “Amassakoul” (de 2004) do septeto de músicos “tuareg” provenientes do sul do Sahara. Os Tinariwen praticam uma sonoridade difícil de caracterizar mas cheia de blues, instrumentos vocalizados, vozes instrumentadas, guitarras hipnóticas e sentimentos à flor da pele; deixando quem os ouve (especialmente na Europa, particularmente a mim!!!) um pouco longe da mensagem política que pretendem passar. A sua música tensiona antes de tudo ser música de intervenção, alertando para as desigualdades sociais, repressão, exílio, circunstâncias políticas e condições económicas que os condicionaram a optar pela vida nómada.

Ouçam e digam-me o que acham!

27 outubro 2006

Salad - Drink me (1995)

Ora aqui esta uma das bandas mais sub-valorizadas de todos os tempos, e um dos meus albuns favoritos!

Os Salad tiveram uma carreira curta que passou praticamente ao lado da maioria, mas que me deixou marcas profundas.
(Fiz quetsão de comprar a edição limitada deste cd, e foi a minha aquisição mais cara no e-bay!!)

"Drink me" é o único album de originais que fizeram, é impressionante e intemporal. Mesmo passados estes anos todos, a musica deles ainda me dá arrepios.
O som dos Salad é assumidamente Pop, com variadas incursões pelo rock alternativo, e um cheirinho de psicadélico/melancolico.
Este é um daqueles albuns que se ouvem do inicio ao fim sem nunca sentir vontade de passar uma musica à frente.
A banda é composta por um quarteto com guitarra, baixo, bateria e teclas+voz, e é liderado pela sua vocalista Marijne Van Der Vlugt.
A voz da Marijne (ex-VJ da MTV para mal dos seus pecados) está confinada a algumas limitações tecnicas, mas assume o comando das musicas dando-lhes a base moral e melódica para a grandiosidade: Ela consegue ser alegre, melancolica, sensual, ou furiosa sempre que a ocasião o exige.

PS: Obrigado aos magnificos bloggers fundadores desta comunidade pelo convite, e pelas boas vindas!
Continuem com o bom trabalho!

Joseph Arthur "Nuclear Daydream" (2006)


Quem se lembra do concerto de Ben Harper no Coliseu do Porto dia 14 de Março no ano 2000? Joseph Arthur era aquele rapaz simples acompanhado pela sua guitarra que surpreendeu muita gente e inaugurou mais uma noite do festival Super Bock Super Rock na Invicta. Quem descobriu este talento foi Peter Gabriel que rapidamente passou a palavra, iniciando assim o Joselito na sua promissora carreira a abrir para cabeças de cartazes como Ben Harper e Gomez. Este musico/escritor contemporâneo desde 1997 que fabrica boa música acabando agora de lançar o seu quinto álbum “Nuclear Daydream”. Um álbum onde podemos encontrar para além do habitual folk alguma diversidade musical, até um pouco de gospel em "don't give up on people". Músicas repletas de lirismo e inúmeras mensagens… um álbum easy listening bastante aprazível e interessante!

"enough to get away" - Joseph Arthur

26 outubro 2006

EXIT MUSIC: Radiohead num Universo paralelo.

Album: "Exit Music: Songs with RadioHeads"
Artista: "Varios"


Pois é,
mais uma cambada de tipos que se aventuram tentar ensinar a missa ao vigário. Pelos vistos, ainda há quem queira fazer dinheiro à custa do que alguns consideram ser, uma das maiores bandas de todos os tempos.
Já não chega o mitra do Brad Mehldau??
Penso que é um bocado esta a imagem que salta à vista quando alguem descobre este cd na estante duma loja.
Porem, e mesmo não pondo de lado o cepticismo natural, este disco não tem presunções de atingir tal fim.
Vejamos os factos puros e simples:

- Praticamente todos os artistas deste album já são conceituados e tem carreiras prósperas. Não me parece que os Cinematic Orchestra, o duo Mathew Herbert\Mara Carlyle, a Sia, o Mark Ronson, ou os Cinematic Orchestra tenham muito a provar.
Como diz na contracapa, estas versões são um trabalho de amor, feitas por verdadeiros fãs da banda, e no ambito da felicidade dos seus mentores. Não querem melhorar as musicas mas sim dar-lhes uma roupa diferente... yadda yadda yadda... (acho que sim, fica sempre bem dizer estas coisas)

- Ninguem fez uma versão da "Creep"!!!

- O mais importante! A musica é realmente boa. Claro que são versões de Radiohead, mas estão muito bem tocadas e cantadas.
São abordagens verdadeiramente inovadoras, ao ponto de eu estar a ouvir o cd no carro e não reconhecer a "Morning bell", a "Limbo" ou mesmo a "Airbag" passados 30seg!!! Não estamos perante uma tentativa de criar versões chewing-gum, este disco é tocado com sentimento por notáveis executantes.
- É mais um disco para fãs de Radiohead do que das bandas participantes. Embora os seus estilos estejam obviamente vincados, como o Jazz dos "The Bad Plus", o Hip-Hop do "Mark Ronson", o Electro dos "Sa-Ra All Stars",ou a Pop dos "Lo Freq", é muito dificil dissociar da versão do original.

Posta esta questão de parte, acho que o que me seduziu neste disco foi o facto de me dar prazer ouvir de novo musicas que já tinha ouvido até à exaustão.
Imaginem a "Just", "Blow Out", "Everything in its right place", "Paranoid Android", e a "Knives Out" a darem a mesma pica das primeiras vezes que se ouvem!!... não é assim, mas anda lá perto.

Aconselho vivamente!

24 outubro 2006

mogwai "mr beast" (2006)

O som dos mogwai não é acessível a quaisquer ouvidos. No entanto este mr beast talvez seja o album mais acessível desta banda escocesa, ao longo dos seus 10 anos de existência. Os instrumentos dominantes são as guitarras, acompanhadas por bateria e, de quando em vez, piano. Felizmente para mim que este album abandona o caminho dos seus antecessores e aproxima-se mais da obra inaugural "Young Team" de 1996 (ainda ali tenho a cassete). Com isto quero dizer que a música se torna mais pura, quase se vê a sua alma e esta entranha-se em nós imediatamente, sem nos pedir licença. Há no entanto efeitos secundários a ter em conta, sentimentos de claustrofobia podem ser experienciados nos momentos mais intensos da audição. A faixa "glasgow mega-snake" é um exemplo dessa intensidade, contrastando com a delicadeza de "i chose horses". Estes podem ser considerados os dois extremos da obra, mas como dizem que no meio está a virtude, deixo-vos com uma amostra que conjuga delicadeza e claustrofobia.

"friend of the night" - mogwai

23 outubro 2006

architecture in helsinki "fingers crossed " (2004) e archive "londinium" (1996)


Finalmente decidi-me! Vou começar o formato “duplu” com dois álbuns que andam a fazer as viagens diárias para Aveiro comigo. Ora bem, não são propriamente novidades já que o “fófór” não tem (ainda) leitor de mp3 e o que resta de cêdês pirateados são alguns (poucos) resistentes. O primeiro álbum que vos apresento é inteiramente dedicado ao Barritos (ainda antes do posso ouvir um disco - este facto é relevante para a matéria em questão!) pois foi ele o divulgador inicial no nosso círculo de amigos. É particularmente importante porque apesar de minimalista sugere sensações que me recordam os bons velhos tempos com os meus pequenos heróis de shaolin. Trata-se portanto do octeto de jovens músicos australianos (Cameron Bird, James Cecil, Gus Franklin, Isobel Knowles, Jamie Mildren, Sam Perry, Tara Shackell e Kellie Sutherland) sobejamente conhecidos na cena indie-pop – Architecture in Helsinki. Minimalistas quanto baste, este grupo de multi-instrumentistas primam pela suavidade de movimentos e pelos inúmeros detalhes primários revestidos de sensações. O álbum que hoje vos trago é o Fingers Crossed de 2004. Correndo o risco calculado de me dizerem que o melhor álbum deles é o “in case we die”, o que vos posso dizer é que a musica não é democrática e Barritos sabe bem sentir-me uma imensa minoria.


O segundo álbum que vos trago é um álbum inteiramente dedicado às tardes solarengas passadas em Barcelona com a melhor companhia do mundo. Phi, não tenho culpa se as saudades também se combatem na estrada. É dos Archive (verdadeiros!!!) que vos trago este Londinium de 1996, projecto iniciado pelo duo Darius Keeler e Danny Griffiths- Editado pela Island, este é um álbum cheio de textura e instrumentos orgânicos pautados por uma batida segura e doce além da voz inconfundível de Roya Arab. Inebriante como deviam ser todos os álbuns de trip-hop. Phi este é para ti!

A ouvir...

  • The Whitest Boy Alive, o novo projecto de Erlend Oye
  • Booka Shade, o último álbum "Movements"

21 outubro 2006

peter bjorn and john "writer's block" (2006)


Da suécia tem surgido uma fornada de novos talentos simplesmente impressionante, entre os quais se contam os the knife e jens lekman (ambos com honras de post aqui na estante). Ontem comecei a ouvir um album de um trio sueco, Peter Bjorn and John, dos quais nunca tinha ouvido falar até então. Hoje resolvi fazer este post devido à surpreendente qualidade destes senhores, só não o fiz no momento em que ouvi o album pela primeira vez porque me pareceu demasiado precipitado. Neste momento já perdi esse preconceito. Writer's block apresenta-nos uma dezena de canções pop, cada uma com a sua influência distinta, ora mais electrónicas, ora mais assobiadas, ora mais 80's punk, ora mais morrissey.... ou the cure ... ou beatles. Todas estas peças misturadas, montam um resultado simples e cheio de bom gosto, ao jeito do design escadinavo.

"young folks (feat. victoria bergsman)" - peter bjorn and john

18 outubro 2006

Tunng "Comments of the Inner Chorus" (2006)

Tunng é o grupo britânico liderado por Mike Lindsay (produção/guitarra/voz) e Sam Genders (guitarra/voz), encaixado na nu-folk ou folktronica. “comments of the inner chorus” é o segundo álbum destes jovens e mais um projecto interessante para pôr na estante virtual… Este álbum contém um conjunto de canções fundamentalmente folk que vêem a electrónica envolver-se discretamente através de pequenos samples ou beats, conjugando-se com instrumentos acústicos como a guitarra (instrumento base) por vezes flauta ou violoncelo, entre outros. Vozes que contam belas histórias e músicas que mostram que apesar de todo este mix, a quietude acústica se sobrepõe à electrónica. Tudo se encaixa sem atropelos com espaço para músicas do passado e do futuro, misturadas com diversos sons e muita flexibilidade.

"jenny again" - Tunng

"the pioneers" (Bloc Party) - Tunng

17 outubro 2006

Concerto de Final Fantasy

Foi com o auditório praticamente cheio da casa das Artes, em Famalicão, que assisti ao concerto de Final Fantasy, composto unicamente pelo Owen Pallett, violinista de suporte dos canadianos Arcade Fire. Confesso que me surpreendeu muito pela positiva, em grande parte por nunca ter visto algo semelhante. É deslumbrante observar a construção das músicas de Final Fantasy ao vivo, assistimos progressivamente aos ritmos criados por Owen, à gravação destes (desculpem, mas não sei a designação do aparelho que ele utiliza), e à reutilização dos mesmos ao longo da música. É sem sombra de dúvidas fenomenal! Estamos a falar de alguém que tem uma noção abrangente de todos os sons da música, da cadência dos ritmos, de um domínio completo do violino ( ouvi sons que nunca imaginei serem de violino...), de orgão, etc. É a aliança do Pop com a música neo-clássica de uma forma sublime.
Para além de Owen, também esteve presente, em grande parte do concerto, uma pessoa que projectava imagens num retroprojector ( aparelho que não via um desde os tempos de escola), criando desta forma uma fantasia de imagens que se complementava na perfeição com os sons produzidos por Owen.
Já tinha gostado do álbum, mas depois de assistir ao concerto fiquei um seguidor convicto do trabalho deste canadiano, que para além de participar nos Arcade Fire também já trabalhou com a Orquestra Barroca de Toronto.
De notar o fecho do concerto, com uma versão fantástica de uma música dos Bloc Party. Para ter em conta Final Fantasy...

14 outubro 2006

Nouvelle Vague


Nouvelle Vague no estilo habitual bossa-nova/cabaré/jazz brilharam num ambiente descontraído e num cenário mítico em vias de extinção… o Hard Club foi o palco enfeitiçado pelas bruxas Phoebe e Melanie nesta encantadora sexta-feira 13. Valeu o concerto e daí este post, pela poderosa prestação da Phoebe em que por vezes o seu corpo parecia não ser suficiente para segurar a alma entusiástica que tinha tomado posse dela naquela noite de luar ameno e supersticioso… também o show de pandeireta trabalhado e sofisticado que pensei não existir e a voz angelical e suave da Melanie que contrastava na perfeição com a voz grave e forte da Phoebe. Iniciaram o concerto com “killing moon” Echo And The Bunnymen, o publico delirou e cantou com “too drunk to fuck” Dead Kennedys e ao fim de uma pequena hora de concerto seguiram-se dois encores de 20 minutos, o primeiro com duas musicas onde ouvimos “in a manner of speaking” dos Tuxedomoon e na despedida “just can’t get enough” Depeche Mode. Claro que entre outros temas não faltaram “bela lugosi's dead” Bauhaus bem como, “love will tear us apart” dos Joy Division. O gato preto desta noite foi a Symbiose que brindou todos os presentes com um álbum de Cabaret Noir ou Laws of Motion. Eu tive a felicidade de ser presenteada com os dois:) … obrigada David! Uma sexta-feira 13 pequena demais para tanto feitiço que os NV traziam na bolsinha dos pózinhos mágicos…

Filme: Bande à part (1964) Jean-Luc Godard / Música: "dance with me" (2006) Nouvelle Vague

dead can dance "toward the within (live)" (1994)


Rebobinando até 1994 encontra-se uma pérola por terras australianas de nome Toward the Within. Este é um cd/dvd que toda a gente devia ouvir/ver pelo menos uma vez na vida. A história começa em 1981 e desde então vários têm sido os protagonistas, sendo que 2 se mantiveram ao longo dos seus 15 anos de actividade. Lisa Gerrard e Brendan Perry são a alma e a voz dos dead can dance... e que voz(es)! Combinando música folk da europa, ásia e áfrica de um modo belo e sublime, expondo a arte de tocar e cantar ao vivo, espantando e comovendo pessoas, obtiveram o estatuto de banda de culto rapidamente. Esta obra é a prova visual e sonora disso mesmo. A parafernália de instrumentos utilizados é enorme, desde vários tipos de tambores até ao yang ch'in tocado pela própria Lisa e que produz um som divino. Por tudo isto, mantenho a mágoa de nunca os ter visto ao vivo até hoje, restando-me o dvd como único meio de a atenuar.

13 outubro 2006

songs:ohia "axxess and ace" (1999)


Correndo o risco de me tornar tão saudosista como o Mourita resolvi escolher para o dia de hoje um álbum - “Songs:ohia – Axxess and ace” que me marcou particularmente o princípio da vida adulta. Sinceramente hoje andei dividido e pensei apresentar aqui o primeiro formato “duplu” da estante. Mas, como enfatiza o adversativo, decidi-me pela voz poderosa do senhor Jason Molina. Depois pensei, se calhar devia falar do Jeff primeiro e tal; mas a verdade é meus amigos este disco marcou definitivamente a minha viragem de milénio e ainda hoje eu e a Phi nos recordamos bem disso. Baseado em letras fantásticas Jason devolve ao universo musical muitas preocupações e ansiedades naturais de alguém apaixonado pela vida e pelas pessoas que o rodeiam. Praticamente gravado ao vivo, conta com as excelentes participações de Joe Ferguson, Julie Liu, Edith Frost e Michael Krassner. Nuno sabes o que te digo? Este álbum para mim devia ser publicitado. É o que eu estou a tentar fazer sete anos depois.

"Captain Badass" - Songs: Ohia

10 outubro 2006

mazzy star "so tonight that i might see" (1993)


Hoje foi dia de tirar o pó a um cd, arrumado numa estante de verdade. O escolhido foi "so tonight that i might see", obra suprema dos mazzy star. Pude comprovar que ainda hoje, cerca de 10 anos depois, a voz e figura de Hope Sandoval continuam a causar-me arrepios. Não me apetece caracterizar o som que eles produzem, hoje só ouço e dou a ouvir, deixo as caracterizações para vocês. Fica aqui um video, também para recordar o tempo em que a rtp2 passava o Later With Jools Holland, que tanta e boa música me mostrou.

08 outubro 2006

Front Line Assembly "Artificial Soldier" (2006)


Bill Leeb é o líder desta banda canadiana que já possui 20 anos de uma carreira sólida e com muitos projectos que foram inspiradores de várias outras mais recentes na extensão deste som industrial futurista. Os FLA surgem agora num estilo electronic body music que tem vindo a ser introduzido nos seus últimos trabalhos abandonando um pouco (muito pouco…) o industrial que os tornou tão famosos. “Artificial Soldier” é um álbum para se ouvir em alto e bom som num dia enérgico e bem explosivo!
Para quem vibra com os trabalhos de Bill Leeb sugiro também o novo álbum dos Delerium (projecto paralelo de Leeb) que saiu agora em Outubro intitulado “Nuages du Monde”.

05 outubro 2006

xiu xiu "the air force" (2006)


Este albúm é um caso à parte de todos os que tenho ouvido ultimamente. Não é fácil gostar dele logo à primeira. Agora, sempre que o ouço vou descobrindo novos pormenores e não vai ser fácil fartar-me dele. As músicas têm o poder de mexer connosco, provocam sensações, levam-nos para paisagens gélidas e desérticas, cenários de guerra e devastação, campos verdejantes banhados por raios de sol ou para um quarto com a cama por fazer! Parece que estou a delirar mas depois de o ouvirem uma, outra e mais outra vez acho que me irão compreender... O experimentalismo por vezes industrial faz-me lembrar Einsturzend Neubauten, juntamente com a voz desesperante de Ian Curtis, os sons electrónicos minimalistas dos Múm e algumas bandas sonoras de jogos zx spectrum. Enfim, uma grande misturada genial!

"The Fox and the Rabbit" - Xiu Xiu

03 outubro 2006

sufjan stevens "the avalanche: outtakes & extras from the Illinois album" (2006)


Na sequência do fabuloso “Come on feel the Illinoise” surgem agora os temas que ficaram de fora desse album. O “cantautor” Sufjan Stevens sugere mais vinte musicas na sequência temporal de “Illinoise” em que o pop regional se mistura com o rock orquestrado em sons que já estamos habituados. The Avalanche: Outtakes & Extras from the Illinois Album, nao é uma novidade mas um revivalismo saboroso que tem lugar certo na estante.

02 outubro 2006

Versions de Thievery Corporation


Versions, eis o novo álbum dos Thievery Corporation. Mais um bom disco desta dupla americana, que não fugiu à corrente de bandas que lançam discos de covers. Neste disco encontramos versões de The Doors, Nouvelle Vague (sim Nouvelle Vague), Transglobal Underground, Anoushka Shankar, entre outros. Este álbum demonstra mais uma vez a versatilidade e o talento desta dupla, que consegue transformar música de uma larga escala de artistas em sons característicos de Thievery, entre o trip-hop e o acid jazz , bossa-nova, etc.
Deixo-vos com um excerto da revista Rolling Stone: Together, Hilton and Garza explore foreign cultures with wide-eyed curiosity and a taste for the unexpected. Then they lock themselves in a studio and record songs that tell stories of a better world

01 outubro 2006

Bonnie 'Prince' Billy "The Letting Go" (2006)

Will Oldham, cantor americano, escritor e actor, conhecido pelos seus variadíssimos projectos (Palace, Palace Music, Palace Brothers, Palace Songs, Bonnie ‘Prince’ Billy, Bonny Billy). Depois de “Master and Everyone” (2003) eis que chega finalmente o novo disco tão desejado de Bonnie ‘Prince’ Billy“The Letting Go”.
O álbum contou com a produção de Valgier Sigurdsson (que já fez parcerias com a islandesa Björk) e participações especiais como Dawn McCarthy (Faun Fables), Jim White (Dirty Three) e Paul Oldham, irmão de Will.
Grandes canções, uma voz desconcertante, líricas que nos contam histórias de amores, desamores, solidão e tudo o mais possível de exprimir num cenário existencialista, num formato folk intimista e lo-fi, acompanhado pelo country alternativo que define tão bem este projecto de Will Oldham, as vozes que ecoam a sua, os subtilíssimos arranjos de cordas, a consistência da maioria das canções faz deste álbum uma verdadeira obra-prima! Para mim o melhor trabalho deste Senhor... Ouçam este novo disco que vale bem a pena;)

"Love Comes to Me" - Bonnie 'Prince' Billy